terça-feira, 31 de agosto de 2010

There you are!

É um jeito de dizer as milhares coisas passadas em minha mente que acabo mostrando involuntariamente. E aquela pergunta me faz envergonhar. Achava estar protegida, um lugar onde ninguém saberia. Estou vulnerável no lugar que só me existe. Posso ser a única a saber, mas outros notam. A pergunta me pega desprevenida e logo me embaraço com medo dos pensamentos - de algum modo inexplicável - estarem exibidos para todos. Não são segredos, o assunto é o mesmo. Suas derivações sim são secretas. O pior mesmo é não ter vontade de esconder.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Alcance

É apenas aquela sensação de incapacidade. Como se tudo não fosse o suficiente, e o suficiente é distante. Por mais que aja não será o bastante. Não tentar seria a solução já que a resposta está prevista. Teimosia às vezes é necessário, o que é o caso agora. Farei, mesmo que o mínimo, pois terei pelo menos aquela sensação de tentativa.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vire para trás

Não importa o futuro ocorrido, o feito ou o cumprido deixado de lado. Independe da pessoa, das palavras, do comprometimento. Será assim sempre, e para sempre existirá o pesar. Peso insuportável para os olhos cansados de desconfiar por cima dos ombros. Peso desgastante não só fisicamente como denso por dentro. Existem sim pesos invisíveis, e para sempre irão carregar-me do mesmo jeito que os carrego. A suposta solução é inexistente, apenas me retiro com as palavras e pensamentos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Freeze

Encosta a cabeça, grava todo e qualquer movimento, sente - também - falta de ar. Ao não avistar mais, o peito esmaga-se agoniante. E o que era raro torna-se cada vez mais frequente: sentimentos líquidos.

sábado, 21 de agosto de 2010

Exposição

Por 5 anos mantive-me escondida das pessoas. Isso foi a consequência dos anos anteriores que me deixaram marcas (in)visíveis. Certas pessoas tentaram me livrar dessa minha paranóia, mas pra mim é apenas a realidade. Ninguém conseguia tirar a visão que tinha de mim, até que com o tempo fui me deixando ser vista. Leva tempo, não é da noite para o dia que iria perder tanta vergonha acumulada. Tive um progresso lento e limitado, mas superei minha expectativas. Agora pelo menos posso confiar nos 50% que expus. Estou procurando novos progressos, quem sabe eu consiga dessa vez.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Leia-me

Em palavras tão singelas pude notar a seriedade. Direta e precisa, soube emocionar sem perder o bom humor. Devo dizer que foi um ato corajoso e bastante admirável, embora inútil. Inútil, pois nada viria - ou virá - de minha parte. Escuto, tento consolar e manter as melhores (re)ações, mas não, não irei entrar nesse jogo. Meu discurso há tempo foi apresentado e não o mudarei tão cedo. Podemos ser semelhantes, isso não altera o fato de sermos opostos. Não só o trama do destino predomina como também as reações que se transformam em gigantes dentro de mim. Então sim, eu te li. E não, não irei escrever nas mesmas linhas. Já me sinto completa, lida e escrita corretamente.

domingo, 15 de agosto de 2010

O sonho em forma de desejo

Não trata-se mais de bochechas rosadas. Não trata-se mais de sentimentos. Não trata-se mais de sintomas. Agora, na verdade desde aquela noite, trata-se de sonhos. Sonhos jamais sonhados ou concretizados. Sonhos, palavra que já estou banalizando, fazem meus dias mais animados e minhas noites utopias. Os ouvidos do vento eram os únicos conhecedores do inconcreto. Outro par escutou o principal e, sem querer, me deixei mais vulnerável do que o possível. Tinha prometido mantê-lo só meu, mas naquele momento tão favorável não consegui conter as palavras e as lágrimas que com elas me derrubaram. Não me arrependo e nunca irei. Foram lágrimas mais do que sinceras, pois o assunto é a maior honestidade já vivenciada. Foi lindo, na verdade, ainda é. E me questionei se era literalmente aquilo que queria, mas a conclusão não consigo admitir nem para mim. Tento manipular os fatos para que se ajustem ao aceitável, porém o meu aceitável se resume a uma palavra.

Red Moon

Muitos acasos são apenas coincidências. Muitas coincidências podem ser vistas como destino. Como diferenciar apenas acasos de previstos ocorridos?

sábado, 7 de agosto de 2010

Paralelo

Foi segurança ou algum tipo de indiferença? Normalmente minha cabeça iria encher-se de dúvidas e um buraco negro chegaria até meu peito. Normalmente afundaria em pensamentos. Normalmente acharia estar perdendo tudo. Normalmente choraria. Curioso chorar, pois não o faço com frequência e muito menos por coisas pequenas. A segurança não é fixa. Foram casos momentâneos de segurança que acaba(ra)m com a menor suspeita. Justamente por ser passageira deveria ter sentido aquele peso. Justamente por ser de extrema importância deveria ter me importado. Não foi o caso. Indiferença? A odeio. Não a quero fazendo parte de mim. Prefiro sentir o pior do que não sentir nada. Agora quero uma explicação, quero entender qual dos dois foi de fato o ocorrido. Sinceramente? Não tem como ser indiferença pela simples verdade de ser a coisa mais importante pra mim. Posso até não acreditar, mas foi segurança. Segurança... Que palavra rara. Veio com o tão quanto raro sentimento. De fato não é nada ruim, porém a dúvida de agora é: Será que a segurança dura mais do que esperado, ou alguma surpresa irá de novo derrubá-la?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

3

I swear I didn't know I could be that happy. It never passed through my mind that some day the best thing ever would step into my world and teach me how to be more human by loving everything this exception does. Honestly, I can't quite promise I'm a better person, but I can cross my heart that I love everything and anything about you. So, I must thank you. Thank you for being the only exception. You don't know how much it means to me.