segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Particles (Island Songs VI)


Here I am floating in emerald sea
Keep me dancing
Keep me as still this can be
And I try to keep the balance right
And I try but it feels like wasted time

But these heavy hands
They're pulling me down on my chest
Latching on, coloring all of my flesh
Quietly, you hover over me
And I fight but it feels like wasted time
Feels like wasted time

Say goodnight
I know that I'm swallowed in sea
We collide, colors that devour me
Just say goodnight

I'm already down
And I cry
Already down


Already down
And I cry
Already down
And I try
And I try

But it feels like wasted

 

entre o abraço de vento e o pó

sigo abraçando ventos que desviam, na tentativa frustrada de preencher um abraço que — um dia — também buscou por mim.

minhas, até então, incansáveis esperanças de ter você por perto se dissolvem quando percebo que o cenário é o mesmo: caminho por nós sozinha, rumo a um despertar que enfim me abre os olhos e te encontra de costas.

os sinais ambíguos, os sentimentos confusos e não ditos, o silêncio que pesa, as ações que não se sustentam, o paradoxo, a rejeição, a falta do mínimo… seguem sendo o concreto que forma a sua base, sua estrutura de distâncias.

e isso me incomoda,
me arde,
me aperta,
me sufoca,
me esquenta o rosto
com lágrimas que eu achava já terem se resolvido — mas que transbordam ao reconhecer o segundo luto: o da impossibilidade de qualquer forma de nós.

porque eu já não consigo sustentar sozinha mais nada vazio que venha de você.

tinha todos os motivos para repetir velhos padrões e, como quem apaga um traço torto no papel, te apagar da minha vida.
acreditei que você seria exceção, que desta vez eu não precisaria lidar com o desamor de nós.
mas me enganei… assim como me enganei diante daquela omissão/mentira que partiu a imagem que eu tinha de você.

e o seu ego, ferido, me empurrando cada vez mais para longe — sem permitir espaço ao amor e ao respeito que existiam — fez o desgaste virar sua energia vital.
desgaste ao me ver ou ouvir, desgaste ao lidar comigo, cansaço ao existir, desgostosa...
até eu me tornar apenas pó aos seus olhos: sem serventia, sem necessidade, sem consideração.
enquanto eu nutria um afeto que, cegamente, suportava as muralhas erguidas pelos seus abraços de vento.

e se o que resta entre nós é uma fundação construída apenas pelas minhas mãos, pelo meu amor e pela minha teimosia, enquanto do seu lado há silêncio, desgaste e migalhas… o que poderia nascer além da superficialidade do pó?

eu só queria sua consideração, a versão sua que conheci e que não imaginei que se perderia após a troca de nomes do que éramos.
porque eu segui sendo a mesma: a mesma torcedora, a mesma companhia, e — aparentemente — a mesma tola em esperar te ver lutar por nós.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Uma fonte e infinitos desejos a saciar

Uma vida longa é pouco pra saciar minha vontade do seu beijo
Imagina um final de semana apenas

Minha admiração por você só cresce
Assim como a cachoeira em mim
Que nasce da sua fonte

Só quero desaguar dia e noite em você

Onde tem sua pele e sua boca
Me sinto levada e me grudo
Até mesmo em pensamento

Porque você é a única fonte capaz
De gerar cachoeiras, vendavais,
Mares e paz
Na mesma proporção

E eu não preciso, mas eu quero
E quero muito tudo que é você
A todo tempo

12h12
05/11/2025
por R.J.P