domingo, 30 de dezembro de 2012

Conclusão do final da tarde

Não estou mais confusa, na verdade as coisas são bem simples: Não adianta gostar de alguém e continuar tentando estar por perto se não é verdadeira a recíproca. Logo, manter a distância é a solução até o completo esquecimento ou para sempre. E o para sempre é o mais sensato, já que com qualquer aproximação os sentimentos voltam com mais força. 

Então é isso...
Por mais que eu queira ser a melhor versão de mim para você,
não tem como ser verdade já que você não sente o mesmo.
E por mais que a vontade de ficar e te fazer sorrir mesmo somente como amiga, não dá pra mim...
Seria apenas mais uma auto destruição. E por mais que tento ser forte, não aguento sofrer mais.
Minha solução é simples, a concretização dela que não:
Manter distância, te esquecer, fazer minha existência ser ainda menos significativa em sua vida.
E seguir em frente.
Admirar outras coisas pelo caminho e torcer que você esteja feliz.
Paciência.
Perdão. Por tudo. Meu peito nunca esteve tão carregado de sentir muito pelos atos de estupidez e grosseria, e logo com alguém que eu tanto am... admiro.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Not Over You



Dreams
That's where I have to go
To see your beautiful face anymore
I stare at a picture of you
And listen to the radio
Hope there's a conversation
That we both admit we had it good
But until then it's alienation I know
That much is understood
And I realize...

If you asked me how I'm doing
I would say I'm doing just fine
I would lie and say that you're not on my mind
But I'll go out and I'll sit down
At a table set for two
And finally I'm forced to face the truth
No matter what I say I'm not over you


Damn, damn girl you do it well
And I thought you were innocent
You took this heart and put it to hell
But still you're magnificent
I'm a boomerang
Doesn't matter how you throw me
I turn around and I'm back at the game
Even better than the old me
But I'm not even close without you

And if I had a chance to renew
You know that isn't a thing I wouldn't do
I could get back on the right track
But only if you'd be convinced
So until then
If you asked me how I'm doing
I would say I'm doing just fine
I would lie and say that you're not on my mind
But I'll go out and I'll sit down
At a table set for two
And finally I'm forced to face the truth
No matter what I say I'm not over you

Davin Degraw
Se altruismo é tão bom assim então por que dói tanto?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

The saddest part of my day

I like you so much, that's why I introduced you to another person, 'cause you deserve better... and yes, it hurts a lot, but I don't mind as long as you're happy. And you'll never know all these things I'm doing, but again, it doesn't matter. You really don't know how lovely you are, and I'll always hope that someone you really care about show you how extraordinary it is just to be near you.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Uma das revelações do Natal

Eu quis escrever algo sincero, limpo de exageros ou qualquer pequena omissão. Não há uma data para dizer o que quero, mas aproveitei o Natal para fazer isso. Sabe, é uma tradição minha: no Natal, dizemos a verdade. E quando eu acabo não cumprindo a tradição, ela se cumpre sozinha.
Atualmente eu tento te afastar de todo e qualquer jeito - isso quando consigo ter domínio sobre as reais vontades - pelo fato de te admirar de um jeito que ainda não sei explicar e que acaba me prejudicando... pois eu sei que não é recíproco. Então caso você tenha notado todas as chatices, as respostas monossilábicas e essa distância evitando falar contigo seja por qualquer lugar, é por querer algo a mais do que amizade. E peço desculpas se trouxe alguma chateação. E já deixo um alívio: depois dessa carta eu irei me afastar completamente, então não precisa ficar sem jeito ou sequer responder, pretendo não te deixar em qualquer situação mais bizarra ainda.
Eu já havia desistido de "te fazer sentir algo", e de fato já o fiz... sei que não é algo que depende de mim, sei que você tem admiração por outra pessoa - apesar de saber que você merece coisa melhor, por mais que não seja eu -  mas eu só precisava tirar isso do peito. Fico frustrada sim, não por levar toco, não por te admirar e não saber como parar, mas sim pelo fato de ver uma pessoa extraordinária como você não recebendo a atenção e afeto que merece.
Acho que você não tem idéia do quanto apenas sua presença consegue mudar tudo. Tipo quando você joga a cabeça pra trás quando ri, ou o jeito que fala algo sério e diz acenando com a cabeça: 'sim, sim'. Ou como seus olhos ficam muito mais claros com seus óculos; a cor do seu cabelo que sem fazer nada fica cada vez mais claro, parecendo transparecer seu humor. Como você leva a vida na tranquilidade e tenta deixar absolutamente tudo e todos tão bem quanto você está se sentindo; seus pensamentos tão fora do comum e que acabam sendo fascinantes justamente por serem originais. Seu jeito de se arrumar virando uma mistura harmônica entre chamativo, alternativo, meigo e lindo ao mesmo tempo. Seu gosto impecável pela música; sua fome pelo mundo; sua vontade de achar a magia no mundo; como você sempre tenta ser alguém melhor e equilibrada para conviver bem; sua personalidade tão racional, mas ao mesmo tempo sentimental que te faz ser carinhosa e cautelosa ao mesmo tempo. O seu gosto pela natureza e pela beleza da vida, da busca constante de momentos simples, porém incríveis. Das pequenas coisas que te fazem rir horrores e até das piadas horríveis que te deixam vermelha de tanto gargalhar. Pelo seu perfume tão calmante e que me faz espontaneamente imaginar campos floridos, casas em montanhas e borboletas voando como se fossem flores levadas ao vento.
Eu não estou dizendo que te amo ou que esteja apaixonada por você, mas sim que te admiro tanto e só queria ser o melhor merecido, mesmo não sendo o que você quer. Não é também um pedido de namoro ou algo assim, mas apenas um: eu reconheço o seu valor, e eu saberia muito bem te valorizar muito mais caso você me desse a menor chance, seja um encontro, um almoço, uma caminhada, qualquer coisa que te faça me ver não só como amiga.
Sei que já tivemos uma oportunidade, e sem saber o que fiz de errado acabei tirando sua atenção e não a conquistando. E depois disso eu tentei deixar pra lá e não sentir mais vontade de estar perto, e acabei conseguindo... até que começamos a nos reaproximar, mas somente como amigas. Quanto mais nos falávamos, quanto mais nos conheciamos sem medo ou pretenção, mais eu via o quão fantástica você é. Se eu soubesse que você seria melhor do que eu pensava, eu não iria me reaproximar, pois agora voltei a gostar de alguém que não sente o mesmo.
De qualquer jeito saiba - e reconheça - o quão maravilhosa você é, e o quanto você merece alguém melhor em sua vida. Sei que as esperanças de encontrar alguém às vezes são difíceis de encontrar, mas tenha a certeza que aparecerá. Você merece, e muito mesmo.
Tenha um feliz Natal e um ótimo ano novo. Eu te desejo com toda a sinceridade os melhores momentos e as mais diversas oportunidades em sua vida. Você é tão grande por dentro, tenho certeza que irá longe. Obrigada por toda a ajuda, pelo companheirismo e por ter acrescentado tanta coisa boa em mim, e por ter despertado outras que achei nunca mais possíveis sentir.
Desculpe pelas verdades... sei que é egoísmo meu falar tudo isso e simplesmente querer desaparecer, mas eu precisava dizer algo, por mais que não seja nada.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

(Não) Ter Seria Melhor

Não é que não te queira perto;
Não é que não te queira bem;
Não é que prefira a distância,
Mas eu sei que em você nem cicatriz deixou lembrança
Algo que em mim vive adormecido;
As diversas memórias de um bom tempo
Que deixou muitas dores pelo caminho.

Não é que eu sofra;
Não é que seja irrisório;
Não é que eu carregue rancor,
Mas algo ainda não está bem o suficiente 
Para lidar com certas presenças suas. 

Talvez eu nunca entenda você
Ou o motivo de suas aparições fracionadas;
Talvez seja apenas sua consciência pesada,
Mas não quero seu lamento e muito menos pena,
Quero algo verdadeiro por menor que seja.

Só não venha por obrigação;
Só não faça para abalar seja a mim ou outro alguém;
Só não venha com má fé,
Pois você sempre soube que eu estou aqui
Quando você quiser.

Por maior que tenha sido as mágoas
Jamais te afetaria mal;
E isso acaba por enfraquecendo,
Pois não tenho tanta certeza
Se você faria igual.

Se se aproxima por amizade aprecio a intenção,
Por mais utópico seja a concretização.
E de novo venho falar:

Não é que eu queira;
Não é que eu prefira,
Mas talvez seja mesmo melhor do jeito que você queria:
Eu sendo apenas um passado na sua vida. 

Independente de qual relação tenhamos, 
Sempre haverá a impressão de meus esforços e afeto 
Serem mais fortes do que os seus.
Não há nada de errado nessa balança desigual;
É algo natural e compreensível.
Só não quero sofrer novamente pelas mesmas causas vindo da mesma pessoa.
Não me entenda mal,
É apenas questão de preservação.
Eu preciso esquecer completamente, e pra isso preciso que você me deixe te apagar.
De vez.
E eu sei a dor de sua partida, acredite que isso eu bem sei;
Acho até que seria um alívio para você
Largar de vez qualquer esforço por mim,
Mas não consigo parar de achar tão forçado suas aparições
Como se fosse um dever seu
E não uma vontade.
Eu não aguentaria mais qualquer fingimento ou omissão,
Pois a última acabou em tragédia.
Claro que não queria te afastar ou recusar, mas não sei ainda qual seria pior:
Seu total desaparecimento da minha vida
Ou suas raras ações que eventualmente me deixam sem saber como responder.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Bem acostumada

Passando tanto tempo sozinha, não sabe mais a dor que a falta faz. São relapsos de memória agora - sabe apenas como era, pois a lembrança é viva, porém dormente. Acostumada com a solidão acabando assim anestesiada. Não pense que seria algo para sentir pena, muito pelo contrário, não sofre mais. É quase uma prece agradecendo o tempo e os outros fatores que levaram o pesar embora. O que a preocupa - e não a incomoda - é a dúvida do aparecimento de algo novo. E se vier alguém tentando completar, será que saberá abri-se novamente e permitir a vulnerabilidade? Suas barreiras não estão mais altas ou mais fortes, apenas mais exigentes após desconfianças e quedas maiores que suas proteções.

domingo, 16 de dezembro de 2012

I fall in and out of love, but never out of you.

Just Friends

Chris:  I said a lot of really crappy things the other night and I'm sorry about that. I haven't been a very good friend to you and I'm sorry, okay?
I just... the truth is I'm-I'm afraid to be your friend 'cause I'm always gonna want more. But then I got to thinking that-that I'd rather have you in my life as a friend than not at all. You know what? That's a lie too. 

Jamie: Why are you back here?  

Chris: Because I want to take you on a date. And I don't care if it's in the day or at night or whenever, as long as it's a real date. And I want to tell you how beautiful I think you are inside and out. And I want to have babies with you and I want to marry you and I love you. Jamie, I always have. 




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

The New Simple Truth

And smiles turn into laughs
and laughs turn into kisses-
and before you know it, 
the days turn into weeks-
and weeks turn into months. 
And you'll find yourself
forgetting what is was like 
before they were in your life.

j.a

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

De: Anônimo

Anônimo, obrigada pelas palavras que agora faço minhas de tão úteis que me foram. Gostaria de poder saber quem é para agradecer apropriadamente, mas caso não seja possível, saiba que agradeço muito pela contribuição e por perder seu tempo lendo tanta besteira minha.


"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

Mario Quintana

sábado, 8 de dezembro de 2012

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

They Ask Me If I Still Love You

They ask me if I still love you.

I blush, grin and say;

of course.

Why?

Because your eyes are of the most utter ocean blue,

but other days they're the currents of the stormy grey sea.

I see a current of salty water, deep, once blue, but now a faded grey.

I see a bundle of darkened grey clouds in the distance,

and the thunder rumbles from your irises,

and I hear it pound in the back of my mind.

I wonder if you knew.

I see a spark of lightening flash, only once in a while,

while you look at her.

My throat corrodes with bile.


She says she sees green demons lurking in the depth of my own ocean currents,

and I shrug.

What am I supposed to say?

I know you think about her.

Night and day.


The hardest part,

is a generic, old saying.

If you love them,

you let them go.

If they love you enough to stay,

or to come back,

you never let go.





But you haven't come back.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Breakeven


I'm still alive but I'm barely breathing
Just prayed to a God that I don't believe in
'Coz I got time while she got freedom
'Coz when a heart breaks no it don't break even.

Her best days will be some of my worst
She finally met a man that's gonna put her first
While I'm wide awake she's no trouble sleeping
'Coz when a heart breaks no it don't break even, even, no.

What am I suppose to do when the best part of me was always you?
What am I suppose to say when I'm all choked up and you're okay?
I'm falling to pieces
I'm falling to pieces

They say bad things happen for a reason
But no wise words gonna stop the bleeding
'Coz she moved on while I'm still grieving
'Coz when a heart breaks no it don't break even, even, no, oooh.

What am I gonna do when the best part of me was always you?
What am I suppose to say when I'm all choked up and you're okay?
I'm falling to pieces
I'm falling to pieces (One's still in love while the other one's leaving)
I'm falling to pieces ('Coz when a heart breaks no it don't break even)

You got his heart and my heart and none of the pain
You took your suitcase, I took the blame
Now I'm trying to make sense of what little remains
'Coz you left me with no love, and no love to my name

The Script

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Não é exigência, é apenas meu consciente afastando as grandes possibilidades de uma dor. E quando as possibilidades são pequenas vem o azar de não ser recíproco.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ride

I was in the winter of my life- and the men I met along the road were my only summer. At night I fell sleep with visions of myself dancing and laughing and crying with them. Three years down the line of being on an endless world tour and memories of them were the only things that sustained me, and my only real happy times. I was a singer, not a very popular one, who once had dreams of becoming a beautiful poet- but upon an unfortunate series of events, saw those dreams dashed and divided like a million stars in the night sky that I wished on over and over again- sparkling and broken. But I really didn’t mind because I knew that it takes getting everything you ever wanted and then losing it to know what true freedom is.
When the people I used to know found out what I had been doing, how I had been living- they asked me why. But there’s no use in talking to people who have a home, they have no idea what it’s like to seek safety in other people, for home to be wherever you lie your head.
I was always an unusual girl, my mother told me that I had a chameleon soul. No moral compass pointing me due north, no fixed personality. Just an inner indecisiveness that was as wide and wavering as the ocean. And if I said that I didn’t plan for it to turn out this way I’d be lying- because I was born to be the other woman. I belonged to no one- who belonged to everyone, who had nothing- who wanted everything, with a fire for every experience and an obsession for freedom that terrified me to the point that I couldn’t even talk about it- and pushed me to a nomadic point of madness that both dazzled and dizzied me.
Every night I used to pray that I’d find my people- and finally I did- on the open road. We had nothing to lose, nothing to gain, nothing we desired anymore- except to make our lives into a work of art.
LIVE FAST. DIE YOUNG. BE WILD. AND HAVE FUN.
I believe in the country America used to be. I believe in the person I want to become, I believe in the freedom of the open road. And my motto is the same as ever- *I believe in the kindness of strangers. And when I’m at war with myself- I Ride. I Just Ride.*
Who are you? Are you in touch with all your darkest fantasies?
Have you created a life for yourself where you’re free to experience them?
I Have.
I Am Fucking Crazy. But I Am Free".
 

            
Lana Del Rey

The Mountain


Não me importo se ninguém conseguir verdadeiramente me entender, mas é isso que procurei a vida inteira. Ver, presenciar, respirar, ser esse extraordinário. Ter na própria pele a magia. Não é algo material ou uma virtude, é algo que não acho no mundo. Não sei direito o que seria, apenas sei como iria me sentir, talvez como o céu na terra.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

1 ano de desencontro

E quem sabe em algum sono profundo não esteja a resposta do motivo de sua memória? É como um recorte de papel: já foi retirado, porém a forma continua lá. E por mais que não doa mais, não sabe explicar a razão do incômodo que certas datas conseguem trazer. Foi apenas mais um desencontro de muitos que virão, por mais especial que tenha sido. Mesmo ainda não entendendo o que resta de tão tenebroso para de vez em quando perturbar seu ser, possui em si calmarias e ingênua felicidade.

"Cada um tem o seu tempo, e uma hora irá passar. O tempo é relativo. Pode se importar, porém na dosagem certa e sempre se importando mais consigo mesmo. Assim não irá guardar rancor e se poupando para coisas boas. Pense em outras coisas, qualquer coisa, sem precisar ser um outro alguém"

sábado, 10 de novembro de 2012

(Re)aproximação

Pequena ansiedade, mas não porque mecheu comigo ou por eu ter me sentido mal. Ansiedade sim, pois havia tanto tempo que não via, ou falava, ou sequer estava no mesmo ambiente. Nunca soube como me comportar e não seria diferente agora. Ainda é um pouco difícil manter a naturalidade, e acho que a indiferença acaba te ajudando a manter a sua. Não que você não se importe, e mesmo se não se importasse tudo bem, mas querendo ou não a indiferença e desligamento de qualquer sensação foi um facilitador seu. Sem dúvida alguma que houve uma evolução enorme de melhoramento dentro de mim, e acho que não conseguiria te desligar de mim por completo. Não sei se é compreensível, mas não gosto de desconectar quem já fez alguma diferença talvez pela esperança que ainda faça alguma soma. Não há nada com o que se preocupar, esses sentimentos não são de amor ou um gostar romântico, seria mais como um respeito, um carinho, uma vontade de deixar nossas existências em harmonia e tranquilidade. Emoções saudáveis, quem sabe até uma amizade mesmo. Sem pressa, claro. Sem pressionar nada. Apenas uma aproximação amigável caso a vontade de ainda manter um contato seja recíproco. O que mudou - além dos sentimentos - é o fato de antes eu tentar uma aproximação, e agora eu deixo a vida agir. Deixo para o acaso, não por ser irrisório, mas sim por não saber mais se ainda teriamos alguma coisa em comum, algo que nos mantivesse unidas, algo que valesse a pena permanecer e fazer acontecer. E pelo menos do meu lado sempre haverá motivos falando que vale a pena te manter perto e vontade de fazer esforços.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Conselho para aprender

"Viver de meras lembranças que na verdade não foram reais não é bom. O que você tinha com ela você só ama porque nunca teve de verdade com outra pessoa.
Você acha que o que teve com ela foi perfeito, mas na verdade nao foi, e você só vai desapegar dessa idéia se encontrar alguém que realmente te ame e que faça tudo ser MUITO perfeito.
No fundo foi uma desilusão. Você achou que foi perfeito porque achava que ela te amava, mas não ela nao amava... imagina se te amasse!
Você tem que tentar pensar que não está na pior, porque na verdade você não está. Não é porque você não ama alguém que está na pior.
Você conheceu amigos maravilhosos, ficantes legais e viu que existem pessoas filhas da puta no mundo e que você pode amar mais do que amou.
Então na verdade você não está mesmo na pior, mas prefere acreditar que está"
 J.L

domingo, 28 de outubro de 2012

Passageira tristeza noturna

Não saberia dizer se a nuvem preta em sua cabeça está sempre presente, porém oculta, ou apenas existente em alguns momentos. Talvez esteja lá a todo instante, apenas não goste de admitir. Querendo ou não ela apareceu novamente, e talvez com uma frequência maior do que o aceitável para uma sanidade satisfatória. Lembranças - que não sabe se foram superadas ou apenas momentaneamente esquecidas - que conseguem trazer a mágoa do passado, arder seu rosto e pesar seu peito como se fossem a tragédia no presente. Volta a sua vulnerabilidade, isso se algum dia foi embora. Sua essência mais frágil, seus reais sentimentos e sua verdadeira identidade, tudo omitido até de si mesmo buscando uma fuga dos sofrimentos. Não era assim, nunca foi e provavelmente não será. Por mais que transite em suas fases de autosuficiência na verdade necessita acreditar e ter em sua sovrevivência algo tão fundamental à vida. Amor. Tão clichê. Puramente sentimental. E mesmo assim faz parte de seu ser, está em cada célula de seu corpo, em toda sua abstrata alma e imutáveis pensamentos. É um elemento básico de si. E observando esses certos momentos que trazem as dores, se vê perdida. Enxerga solidão. Sente infelicidade. Injusto acontecer logo com ela, infelizmente a vida não é justa e sua única motivação é tentar fazê-la valer a pena. Vontades platônicas, interesses negados, auto imagem desmoralizada, fazem parte - até por tempo demais - das sombras que a seguem. Quando consegue finalmente seguir pelos caminhos mais simples aparecem obstáculos maiores para trazer medo e impedir suas ações de resoluções. Negar tanto até para si gostos e desejos, tudo para preservar-se. Detesta pensar em ter que precisar de alguém para ser feliz verdadeiramente; ter (outros) grandes amores; sentir-se bem porque outros a amam, porém suas tentativas de acreditar que ela somente seria o suficiente não passa de uma ilusão.
Cansou da longa espera, das frequentes mutilações sentimentais, das inacabáveis novelas mexicanas sem finais felizes. Depois de todas as mudanças, melhoras, evoluções, vivências, os ajustes, nada foi o suficiente. Quando será a vez dela de ser feliz novamente?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pra te fazer entender

Meu sol é loiro ondulado.
Minha lua é moreno chapado.
Queria ter o sol e tenho a lua, e a escuridão ainda assim abusa.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O sentido sempre existente que pouco segui

"Ela não tem mais nada a ver com sua vida, e você tem que parar de se tratar mal, de se colocar pra baixo. Você nao precisa mais sofrer por causa dela. O amor da vida da gente não chega assim tão fácil, não faz tanto tempo que vocês terminaram, espera mais pra ficar com alguém que realmente valha a pena." 
Amanda Nogueira

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Oh...

How stupid I was to think - even for a minute - that you'd be interested in me. Of course you wouldn't.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Diálogo imaginado de um sonho real

- Você me lembra uma coisa.
- Ó! Que coisa?
- Um sonho muito bom que tive.
- O que tinha de bom nele?
- De bom tinha galáxias extraordinárias, árvores magníficas, magia em brisa, felicidade em cada respiração. Agora, de muito bom tinha você.

Pois bem, no imaginado haveria um sorriso, provavelmente uma risada sem graça, bochechas rosadas, um beijo sincero, porém rápido, uma leve olhada lateral para ver se mais alguém havia visto sua timidez em forma de blush natural, e em seguida um leve empurrão como se falasse 'gostei, mas vou resistir mais para você se esforçar e me fazer sentir assim novamente'.
Já o sonho teve seu diferencial. O cenário ajudou bastante a ser inesquecível e simplesmente lindo, porém sua continuação foi muito mais forte. Queria estar ali presente, queria (e concretizava) aqueles abraços surpresas pelas suas costas, aquele olhar seguido de um sorriso lateral e inúmeros beijos nos olhos. Mostrava interesse e até podia sentir a confortável sensação da reciprocidade. Ações de afeto não por ser apenas mais uma, mas sim por ser a única. 
É... não haverá diálogo ou suas ações finais. Não haverá a prolongação do sonho. Não haverá nada pelo simples fato de não ser recíproco.

Labirintos humanos

-Abra a porta nº 1!
Uma porta estreita, de madeira semi nova, áspera, farpas visíveis e de cor preta. Marcas em toda superfície, provavelmente de uma tentativa de arrombamento. Deve ter feito uma grande força para abri-la, porém era grossa e resistente. Abrindo o portal encontramos o 1º obstáculo. Olhos claros, penetrantes, incógnitas. Cabelos longos tentando disfarçar seus verdadeiros interesses e características. Corpo magro, aparentemente frágil, porém com a maior força para derrubar esperanças. Nas pontas do dedos vê defeitos quando na verdade não há nada de mais. Pode parecer confiante, mas assume anomalias físicas não existentes enquanto se engana ao achar que os maiores erros são físicos. Estão todos em suas ações e caráter, não em seu corpo. Instabilidade. Tira, põe, retira, sobrepõe, exclui, engana, ilude. Até que cansa e a exaustão ganha, admitindo assim sua derrota e lutando para manter-se longe desse portal.
- Abra a porta nº 2!
Já estava aberta aquela larga porta. Não possuia uma cor só, eram formas, desenhos, pinturas diversas. Atraente. Chamativo. Diferente. Livre e solto para novas idéias e mudanças. Já havia passado por aquela porta antes, porém não havia descoberto todos seus cantos... até agora. Achou belezas e características tão amáveis. Não sabia que existia tanto charme entre aquelas conversas e brincadeiras. Uma boa companhia que não acharia ruim estar um pouco mais perto. E pensar que já havia criado resistência contra essa entrada e agora o que mais quer é poder ter novamente um acesso. Prevê bons momentos mesmo por um período indeterminado. Oh, espere. A porta acaba por se fechar um pouco mais. Outra incógnita. Não entende: seria uma negação ao seu acesso ou deixaria apenas uma amigável visita? Timida demais para bater em sua porta, porém com a vontade forte demais para desistir. Sabe que esse portal procura alguém para conhecê-lo, só não sabe se seria quem ele deseja. Estranho como consegue fascinar tanto, por mais que não demonstre interesse. Às vezes abre-se apenas por ser simpática e amiga, e não necessariamente por sentir alguma atração. É provável seu total fechamento para tal após o que foi dito por habitantes próximos. Exageros, no mínimo. O gostar é certo, porém não como foi passado a informação. Palavras de sua boca que não foram ditas e, que supostamente achadas, acabaram com a mínima possibilidade que tinha de uma (re)aproximação.Pequenas aberturas significam tanto vindo dela... seria esperança originada do nada ou de algo concreto?
- Abra a porta nº 3!
Uma porta nova, recém chegada, de cor bege, não tão larga, não tão estreita. Desconhecida. Tinha lá seus atrativos, porém não são suficientes (por enquanto) para obter toda sua atenção. Faz lembrar de antigos portais, e não sabe se isso seria algo positivo. Gosta do jeito cordial e meigo, porém tem suas dúvidas. Por mais que seja a alternativa melhor aceita como 'menos perigoso', não adianta lutar para entrar de corpo e alma em algo que não se sente tão captada. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

-

I would lie and say that you're not on my mind. But it wouldn't take long until I'm forced to say the truth: no matter what I do I still want you.

sábado, 13 de outubro de 2012

One Thing


Restless tonight
Cause I wasted the light
Between both these times
I drew a really thin line
It's nothing I planned
And not that I can
But you should be mine
Across that line.

If I traded it all
If I gave it all away for one thing
Just for one thing
If I sorted it out
If I knew all about this one thing
Wouldn't that be something.

I promise I might
Not walk on by
Maybe next time
But not this time
Even though I know
I don't want to know
Yeah I guess I know
I just hate how it sounds.

Finger Eleven

domingo, 30 de setembro de 2012

Vontade x Necessidade

Tenta manter suas mãos longe daquele abraço, pois sabe que se ficar nunca mais iria querer sair. Pede forças para tudo e todos, assim demonstraria diante sua presença uma estabilidade que não tem. Por dentro uma ansiedade agoniante, um desejo (in)evitável e uma estranha admiração que fica em pé de guerra com os defeitos da realidade que a fazem se afastar. Por fora mãos suadas, sorriso torto, jeito desengonçado de tentar manter-se firme. A vontade de se entregar praqueles olhos, boca e pele contra a necessidade de se preservar. Tanto tempo que não sentia o pesar das dúvidas e agora, mesmo com um leve peso, se pega pensando naquele rosto e voz e se perguntando se dentro daquela pessoa existiria algo a mais; qualquer emoção diferente ou algo recíproco. E a verdade bate acabando por distanciar as esperanças. Se gosta, não é tanto. Se quer, não admite. Se se importa é superficial. Se provoca é apenas para manter ali em um canto seguro de manter. Por essas e outras que nega a saudade, a falta do seu perfume e o instinto de estar perto. Fingirá não ter alterações nos batimentos cardíacos, irá se despedir quando o mais almejado seria sua permanência, continuará em silêncio enquanto sua mente elabora elogios e frases de impacto para tentar seduzi-la. Sabe que não virá para ficar. Suas aparições passageiras embora intensas são flashes. Reprime com a esperança de esquecer logo. Não quer se magoar pela mesma pessoa, por mais que a tentativa de não ceder também arda.

sábado, 22 de setembro de 2012

Super C

Nos conhecemos com rivalidade, porém nunca com sentimentos negativos. Você, alta, canhota, forte, armadora. Eu, magra, menor que você, canhota e aprendendo ainda a ser forte. Já te admirava com uma leve raiva porque não conseguia te marcar. E bem no seu aniversário tivemos um jogo uma contra a outra. Apesar de ser o seu aniversário, eu ganhei um presente aquele dia: o começo da sua amizade. Cantamos parabéns no meio da quadra, você começou a chorar. Lembro de você dizendo o quanto queria ter ganhado aquele jogo, mas eu devia ter te falado que não importava o jogo, o que importava era o seu aniversário. Sua altura me intimidava, mas me conquistou com tanta ternura. Fomos nos falando, conversando cada vez mais, e eu ganhava os melhores abraços quando tinhamos jogo ou quando te via por acaso. Quando você entrou no mesmo time que eu foi uma das companhias mais felizes que já tive! Todo jogo, cada treino, cada recreio, era um motivo pra abrir sorrisos. As viagens então, sem comentários. Lembro como se fosse ontem: meus 15 anos e eu comemorando com vocês no ônibus indo para o campeonato de Curitiba. Adivinha quem foi ao meu lado? Minha Crisão, claro! Foi nessa viagem que nos conhecemos melhor, e você e a Amanda me acordaram de tanto rir porque aparentemente eu estava falando enquanto dormia. Naquele frio de lascar acabamos tendo que dormir as três na mesma cama, mas passamos a noite toda rindo. 
Não quis me aproximar e tirar essas lembranças ao ver você ali tão estática. Não quis tirar a imagem do seu sorriso e o contato do seu abraço por uma certeza de nunca mais ter aquilo de novo. Me senti errada ao te ver não mais com vida, sendo que era meu dever, e obrigação de alguém que gosta tanto de você, ter ido te visitar antes. Sei que ocorreram muitos desencontros e infelizes acontecimentos que não nos permitiram matar as saudades, e não passou pela minha cabeça a o possibilidade de nunca mais poder ter sua presença física. 
Eu sinto tanto por não ter tido um último abraço, eu sinto muito por não ter poder algum sobre o destino. Você foi uma pessoa tão especial em minha vida, e eu queria muito ter feito algo de especial de volta. Entre nossas brincadeiras de super heróis você sempre foi a minha preferida. Sorriso largo, risada contagiante, abraços mais aconchegantes de todos, melhor armação canhota que já vi, batalhadora, esforçada e uma verdadeira guerreira. Se você já era um modelo de inspiração antes, imagina então agora. 
Eu te amo muito, Cris. E terei para sempre as melhores lembranças de você em minha vida. Você só não está mais aqui fisicamente, mas estará em minha mente e coração até o meu último batimento. Você faz toda a falta e toda a diferença. Obrigada por ter feito algo tão tocante em minha vida.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um Dia

Você me deu Um Dia do nada. Achei estranho, devo admitir. Seu presente foi surpresa assim como todas suas ações. Seria por peso de consciência ou realmente apenas queria me agradar? Muitas vezes acredito que suas aproximações são como cordas prendendo meu interesse, assim não iria sair de suas mãos, mas aí lembro que talvez nem a posse seja sua vontade. Estranho como até hoje em seus olhos não consigo decifrar nada, apenas espelhos refletindo o que gostaria de ter em meus dias. Meu enorme interesse em mistérios me faz cair em buracos escuros como se eu houvesse a menor luz de consciência em meio de tanta vontade e admiração. Engraçado, pois já te conheço. Sei seus defeitos, seus arrependimentos, sua inconstância... e mesmo assim permaneço para assistir a próxima cena, desejando estar em uma.
Fico, pois sei que você precisa de mim talvez o mesmo que eu precise de você. E assim que descobrir o que me prende tanto em seus olhos, irei fazer de tudo para me livrar deles. Não porque não queira aprofundar em incógnitas, mas sim pelas suas próprias dúvidas que tanto me afastam. Sei lidar com suas inconstâncias, apenas espero que você consiga também e talvez um dia permaneça por mais tempo e mais perto.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Não fale mais
Leve o que é seu e só

Que o sol já vem
E com ele outro dia

Se descobrir
Vá crescer
Entender e saber
O que quer, quem você quer.
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada
Para o ego do meu bem
Quantas você tem
Quantas você faz sofrer
Seduzindo o mundo
Quantas ficam ao seu bel-prazer
Cresça
Me deixe em paz
Mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz

Se descobrir
Vá crescer
Entender e saber
O que quer, quem você quer.
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada
Para o ego do meu bem
Quantas você tem
Quantas você faz sofrer
Seduzindo o mundo
Quantas ficam ao seu bel-prazer
Preciso ser mais forte
Para não voltar atrás
Aliviando o desespero
Para adiar o sofrimento
Cresça
Me deixe em paz
Mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz

Vanessa da Mata

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ironias do Amor (2008)

Era para ser um intervalo entre trabalhos e o almoço. Procuro um canal que preste na tv e acabo estacionando em um filme que adoro, me identificando com a cena. Ela, meio louca, muito espontânea, bastante confusa e sensível, grita de uma distância enorme esperando que ele a entendesse. Ela simplesmente não conseguia desapegar de uma perda tão significativa, e por isso seguir em frente era tão árduo que muitas vezes pensou ser impossível. Não porque não quisesse esquecer, era o que mais desejava. Algo não a deixava viver só. As lembranças caso esquecidas eram como uma possível traição, e por isso não conseguia dizer um concreto adeus. Acreditava tão fielmente que o destino iria ajustar tudo que esquecia de lutar pelo desejado e por isso falhava. O destino não acontecerá se continuasse ali parada. Há sempre ramificações, possibilidades, desencontros. Nada aconteceria sem a real presença dela. Ele estava disposto a amá-la e curá-la, eu já não tive tanta sorte e reciprocidade. Ela havia terminado por 1 ano para então poder continuar o amando. E deram para mim quase 1 ano de felicidade e mais 1 ano de certeza que não irá voltar. Ele ao menos havia a certeza de que ela voltaria. Eu tenho a certeza que se foi para sempre. A personagem sentia falta do noivo falecido, eu sinto a falta de uma certa habilidade. Pelo menos me recuso a acreditar que depois de tanto tempo eu realmente ainda sinta a falta da pessoa. O meu luto continua sendo pela perda, pela minha incapacidade de ter sido melhor, por ter sido culpada pelo desaparecimento de sentimentos alheios. Meu luto vem da demora de um novo interesse. Logo eu que tanto admiro essa habilidade e suas demonstrações que tentam concretizar sua existência. Logo eu que até hoje tento me convencer de ser o suficiente para despertar e viver tamanha intensidade. Pesou bastante perceber a constante solidão, não ter alguém que se importe tanto quanto você e que faça algo extraordinário, porém disso tudo só tenho mais certeza de estar melhor assim do que sofrendo ainda mais. Tenho a certeza de precisar amar sobretudo a mim mesma. Não é injusto esse sentimento de injustiça. Preciso de mais tempo meu e comigo antes de entregar cada segundo para outra pessoa. Faz tudo parte da aprendizagem.
E após algumas lágrimas de desabafo, outras de tristeza e sem nenhuma futura de alegria, voltei a fazer meus trabalhos, pois uma das coisas que aprendi foi justamente não deixar nada inacabado só porque por dentro apenas está começando.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

Just realized this morning

I never thought I could miss (so much) someone I didn't even get the chance to have.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bloqueando o inevitável

Que besteira a minha evitar lágrimas só porque creio ter caido o suficiente. Medir tristezas ou alegrias na esperança de não sentir mais nada. E mesmo sem motivo aparente elas simplesmente caem. Podemos lembrar de sentimentos passados e senti-los como se fosse presente. Talvez seja isso o ocorrido; vulnerável ao sentimentalismo, sensível a lembranças. E é por isso que compreendo tanto os outros e suas emoções, pelo fato de já ter passado. Ter receio de ser humano e ser frágil. Incrível é preferir ser assim do que viver em um vazio de frieza. Muitas vezes imploro pela indiferença, pela neutralidade, porém não conseguiria viver sem essas montanhas russas de sentimentos. Não é ter uma vida dramática, pois seria uma farsa exagerada. Seria simplesmente o amor em todas suas formas e jeitos. Essa habilidade por si própria é arrebatadora e mais importante ainda, verdadeira.
Aprender a não ter receio de sentir. Não há nada de errado em deixar fluir. Não há nada de errado em se sentir viva, mesmo se para isso haja dores ou sorrisos. Não quero me sentir vulnerável para não ser atingida, mas nunca estive salva. Sempre no meio do alvo, apenas esperando algo atingir em cheio.

domingo, 2 de setembro de 2012

All I am asking you is don't write me off just yet

Culpa própria

Revirando os pensamentos passados notou que era confusão própria; talvez coisa de sua cabeça. Sabia que uma parte era culpa sua, só não havia percebido o tanto. Será que teria feito diferença se tivesse notado isso antes? Se conseguisse manter a calma como agora? Se soubesse o que estava de fato incomodando tanto? O que a falta de comunicação não faz. Estava tão perdida dentro da situação que não conseguiu enxergar de outros modos e talvez usar outros recursos. Após tanto tempo não conseguiu achar alguém que valesse a pena. Os poucos grandes interesses não se interessaram de volta. Então seria ela quem não valesse a pena? 
Tanta coisa não vista; tantos pequenos problemas que poderiam ter sido evitados. Tanta dor que podia não ter existido. Não sofre pelo passado, apenas tenta não cometer os mesmos erros de exatamente 1 ano atrás. Se ao menos conhecesse os outros e as situações como agora.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Music & Lyrics (2007)

- "Como você sabe quem está apaixonado?"
Esperou ansiosamente a resposta daquela cena - de um dos seus filmes preferidos - ainda não percebida mesmo depois de tantas vezes assistida. Até chegou um pouco mais perto da tela dando sua total atenção.
- "Não sei... acho que você apenas vê nos olhares e no modo de tocar "
'Esperava resposta melhor ou menos clichê', pensou. Esperava algum esclarecimento para suas próprias dúvidas, e quando já ia virar sua atenção para outras coisas, a fala da personagem continuou:
- "Eu não sei. Eu acho que é quando eles fazem algo extraordinário"
Sim, de fato era algo como isso que desejava ouvir. Reviveu por alguns instantes algumas vezes que havia sido extraordinária. Pensou nas (poucas) vezes que mostraram o extraordinário para ela. E por alguns outros segundos lamentou por não ver esforços de quem queria, mas nada podia fazer a não ser esquecer. De outra parte do filme percebeu o que a caracterizava:
- " Você acha que a vida é esse conto de fadas. Quando as coisas acabam sem um final feliz, você não consegue lidar com isso"
Entendeu o lado da personagem. Não era algo que podia ser feito de qualquer jeito; era algo com um poder incrível e que muitos gostam de banalizar e tornar indiferente. São pequenas coisas que dão magia a vida, mas os sonhadores são espancados com as cruéis realidades. Ela não podia simplesmente fazer algo que não cabia em seus princípios, porém ela foi vista como teimosa e pobre vítima da sociedade. Viver sem inspiração é apenas algo mecânico.

sábado, 25 de agosto de 2012

Apenas mais uma decepção

Como qualquer outra promessa feita para ela, aquela não havia de ser diferente e foi quebrada. Quebrou não só a palavra como também o sorriso, um pedaço da alma que cultivava tanto afeto. Não era vítima, contribuiu para o desfecho. Atuou até as cortinas serem fechadas por outra pessoa. Devia ter dado um basta quando estava em suas mãos, mas obviamente nunca esteve em seu controle. As vontades gritavam e o racional não conseguia sequer um sussurro. Quem teve todo o trabalho de mostrar a verdade foi seus olhos que também tiveram o trabalho de diminuir a dor. Agora o esforço está no cotidiano, quem sabe ele consiga criar indiferença mesmo com a fonte de rejeições estar presente durante todas as semanas.
Apenas mais uma comprovação de que não importa o tamanho da dedicação, em questão de companhia ninguém luta sozinho. E infelizmente ela já está saturada de murros.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Identitätskrise

Ich wollte ihr sagen, ist: unabhängig von Geschlecht, wenn ein Mann oder Frau, die Sie mögen. Ich sage nur, dass ich die beste Person für Sie sein wollen.

Cláusula emocional

Fizeram um trato, levantaram vontades, estipularam regras e deram como bem entendido. Delimitaram ações e reações, abriram exceções e pactuaram o acordo. Tudo tão racional, uma sincronia de interesses nunca vista antes. Ambos sairam satisfeitos com o combinado, porém uma das dúvidas permanece. Entre regras e acordos, rótulos e vontades, como poderia pactuar certas ações que demandam o inevitável surgir de sentimentos?
Vivem então em pacto. Uniram o útil ao agradável. E um dos lados torce para que regras sejam quebradas, mas só se for para um outro tipo de comprometimento. Tal responsabilidade tão distante da atual capacidade de ambos, porém tão desejada secretamente por um deles.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Armadilha em forma de pele

Seus braços serviram como armadura. Embrulhando-a como um frágil presente - e que presente seria poder tê-la - que não conseguia entregar. Sentia a aproximação do outro corpo - talvez por frio somente ou por querer estar mais perto - e não conseguia manter sua distância, mesmo tentando não cair em sua própria emoção do momento. Não foi um abraço completo, faltavam os braços em volta de suas costas, porém aquele outro corpo quase deitando em seu peito com as mãos encolhidas a fizeram se sentir completa. Foi prolongado. Demorou o suficiente para  ser rebobinado em sua mente ao longo do dia. Demorou o suficiente para sentir-se tão bem e tão errada. Demorou o suficiente para pensar duas vezes e botar um basta. Aquele gesto será sua maior proteção e sua maior fraqueza. 
Como ser armadura, como poderia se proteger, se o que mais a atinge estava em seu abraço?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

That's it

You talk about him;
I fake a smile, but I'm not faking when I wish you both happiness. 
You see, seeing you glad is more important than showing my real feelings and maybe lose your friendship;
It's not like I am going to tell you how amazing you are and how much I wanted to be with you. (And how I would be my best for you)
But again, it's impracticable the idea of losing our friendship just for saying out loud what's in my head;
So I'll keep faking, and being the best friend (and person) I can be for you;
Hoping this will eventually pass, or you'll be mine some day.

domingo, 12 de agosto de 2012

Atropônimo

No estado de insônia muito se é pensado, a maioria em momentos já vividos ou fatos ocorridos. Não é sabido se o nome devia ser insônia já que sonha tanto mesmo acordada. Talvez seja a viva esperança de algo mudar, de desejos serem realizados ou dos curtas metragens criados na mente serem realidade e não apenas vontade. Quando dorme sonha com o objeto de sua insônia, irônico, não? E enquanto insônia sente a falta, lembra a cada segundo de sua presença e acaba por sonhar alto demais. De qualquer jeito será apenas imaginação; o abstrato mais querido de todos. A insônia tem nome próprio, e mesmo não pensando em mim, penso nela em dois momentos: quando durmo e quando acordada.

Feelings I can't hide (anymore)

(Jacek Koman:)
Will drive you,
Will drive you,
Will drive you,
Mad!
Roxanne,
You don't have to put
On that red light.
Walk the streets for money,
You don't care if
It's wrong or if it is right.
Roxanne,
You don't have to wear
That dress tonight.
Roxanne,
You don't have to sell your
Body to the night.

(Ewan McGregor:)
His eyes upon your face,
His hand upon your hand,
His lips caress your skin,
It's more than I can stand!

(Jacek Koman:)
Roxanne,

(Ewan McGregor:)
Why does my heart cry?

(Jacek Koman:)
Roxanne,

(Ewan McGregor:)
Feelings I can't fight,
You're free to leave me,
But just don't deceive me
And please,
Believe me when I say,
I love you.

(Spanish dialogue)
Y yo que te quiero tanto, ¿qué voy a hacer?
Me dejaste, me dejaste
El alma se me fue, se me fue corazón,
Ya no tengo ganas de vivir,
porque no te puedo convencer
que no te vendas Roxanne

(Jacek Koman:)
Roxanne

(Ewan McGregor:)
Why does my heart cry?

(Jacek Koman:)
You don't have to
Put on that red light.

(Ewan McGregor:)
Feelings I can't fight.

(Jacek Koman:)
You don't have to wear
That dress tonight.
Roxanne,

(Chorus:)
Why does my heart cry?

(Jacek Koman:)
You don't have to put on
That red light.

(Chorus:)
Feelings I can't fight

(Jacek Koman:)
Roxanne
You don't have to wear
That dress tonight
Roxanne
Roxanne
Roxanne

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Bom trabalho

- Queria ser assim que nem você, nunca te vejo triste, você sempre está sorrindo.

Naquele momento queria ter me desculpado pela ilusão que passo, mas de fato tento não transparecer, até porque muitos dos sorrisos são verdadeiros, eles apenas esquecem por algum tempo dos motivos de se apagarem. Não que eu finja o tempo todo, claro que não. Apenas não deixo prevalecer a minha parte da escuridão. E se assim faço bem ao próximo não vejo motivo para não continuar, pois não esqueço de lutar por dentro para acabar com as razões de sofrimentos. E mais uma vez fiz um bom trabalho.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Just another conversation

- What you want is not going to happen, you know.
- It's not what I wanted to hear, but it's what makes her happy, so that's fine by me.

domingo, 5 de agosto de 2012

The Pieces Don't Fit Anymore

I've been twisting and turning,
In a space that's too small.
I've been drawing the line and watching it fall,
You've been closing me in, closing the space in my heart.
Watching us fading and watching it all fall apart.

Well I can't explain why it's not enough 'cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now,
 It's the better thing to do.
 It's time to surrender,
It's been to long pretending,
 There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, pieces don't fit here anymore.

Well you pulled me under,
I had to give in.
Such a beautiful myth,
Thats breaking my skin.
Well I'll hide all the bruises,
I'll hide all the damage thats done.
But I show how I'm feeling until all the feeling has gone.

Well I can't explain why it's not enough 'cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now,
 It's the better thing to do.
 It's time to surrender,
It's been to long pretending,
 There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, pieces don't fit here anymore.

Ooh don't missunderstand,
How I feel.
Cause I've tried, yes I've tried.
But still I don't know why, no I don't know why.
I don't know why.

Well I can't explain why it's not enough 'cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now,
 It's the better thing to do.
 It's time to surrender,
It's been to long pretending,
 There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, pieces don't fit here anymore.
Pieces don't fit here anymore.

James Morrison

sábado, 4 de agosto de 2012

Gesto de bens, recusa de meu ser

- Pode parecer besteira, provavelmente é, mas pesou bastante.
- Foi brincadeira, você não devia se importar com isso.
- Pareceu muito real.
- E te afeta tanto por qual motivo?

Seja breve ou duradouro; apertado ou suave; levantado ou com os pés no chão; de olhos fechados ou abertos; com ou sem tapinha nas costas; acompanhado de pulos ou não; por cima ou por baixo dos ombros; como cumprimento ou simplesmente por qualquer outro motivo para fazê-lo, seja como for, apenas negue ou recuse um abraço quando não houver o mínimo de mútuo interesse ou vontade de recebê-lo. É uma extensão do afeto; um complemento do cuidado e muitas vezes a tradução de uma vontade. É uma alegria em forma de toque; o meio dos braços sorrirem; o jeito físico de transmitir suas energias que muitas vezes a mente não consegue dizer. "Se te abraço é porque te quero bem, independe de como. É o modo que tenho de mostrar o que sinto e te fazer sentir o quão querido(a) é para mim, e o quanto gosto de você exatamente do jeito que você é, sem tirar nem pôr", quis responder. E para não se sentir vulnerável - e talvez sensível demais por gestos tão pequenos - apenas respondeu:

- Por motivo nenhum, já está tudo bem.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mais um rejeito desencontro

Seu altruismo mais uma vez deixa escapar algo que gosta. Pena que não consegue dizer em voz alta o que realmente passa em si; suas reais vontades e desejos. Seu discurso que diria: "Me escolha e te faço jamais se arrepender", porém tudo o que conseguia dizer não passava de motivações para o outro ser feliz - mesmo sem ser ao seu lado. Diante da rejeita dois caminhos eram vistos: o que usualmente era traçado com lentos passos, olhos caídos e possíveis lágrimas derramadas ou o lado pouco conhecido da bifurcação. O trajeto desconhecido era pra ser seu único rumo há anos, porém nunca criou coragem - ou auto estima - suficiente. Nada mais 'simples' do que largas passadas, olhos orgulhosos por seu esforço - mesmo não sendo tão efetivo assim - e alguns pensamentos positivos no lugar da insegurança e insuficiência. O que a fez mudar de caminho? Não sabe ao certo. Diversos fatores contribuiram igualmente, como, por exemplo, o cansaço do pesar; do sofrer, o saco cheio da auto piedade; do pensamento de não ser boa o bastante para merecer tal mutualismo, a recém crença de ser alguém merecedora de admiração e amores. E mesmo se for apenas uma ilusão de ser auto suficiente, dessa vez preferia ser ignorante. Já sofreu tanto e não vê mais motivos para próprias sabotagens mentais; pensamentos tão pesados que abaixariam toda e qualquer alegria vinda do amor próprio. O costume de sofrer quieta aos poucos vai desaparecendo. Então caminha sem pressa em nova direção, encantando-se com diferentes paisagens e descobrindo o novo poder da própria valorização.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A wish

- It must be great.
- What?
- Being someone's first - and maybe only - choice.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Uma das vontades


Arrumar o carro, levar apenas o necessário e o essencial. Não importaria o destino e nem a distância, o que interessa é a sensação de liberdade e cada segundo olhado para o céu. Não seria qualquer céu, quaisquer estrelas. Seria o mais perto de uma total escuridão, assim poderia avistar tudo. Deitaria onde fosse, levaria boas bebidas quentes, comidas (a)típicas e as melhores companhias. E no meio do nada escutariam músicas, histórias, risos e sentiriam o calor do abraço e de fortes energias. Quando o dia chegasse, por mais que a noite fosse o ideal, aproveitaria cada raio de sol, cada brisa e cada nuvem. Seria algo simples, porém perfeito. E se ao longo da viagem uma das companhias se aproximasse mais do que o esperado, aí sim chamaria de mágico.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Don't You Remember

When will I see you again?
You left with no goodbye, not a single word was said,
No final kiss to seal anything,
I had no idea of the state we were in,

I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head,

But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

When was the last time you thought of me?
Or have you completely erased me from your memory?
I often think about where I went wrong,
The more I do, the less I know,

But I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head,

But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

Gave you the space so you could breathe,
I kept my distance so you would be free,
And hope that you find the missing piece,
To bring you back to me,

Why don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

When will I see you again?

Adele

Dead Like Me

Her last thought was: "Why has no one ever loved me?"

Testando o passado

Quis se testar. Saber se deixou mesmo lá no passado ou se continuaria a assombrando de algum jeito. Precisava ter certeza que não era mais uma negação, mas sim uma completa superação. Vasculhou o passado e achou seu maior tesouro. Sentia cada lugar, lembrou de cada movimento. Olhou para cada foto como se houvesse voltado naqueles dias. Eram tão belos dias. Sorrisos, abraços, compromisso... amor. "Droga", pensou. Sentiu saudade, e apertou de tal maneira que não havia visto há meses: estado líquido das emoções. Lembrou de como era feliz, de como era ingênua. E de como eram apenas ilusões, e que se houvesse uma sombra de consideração apenas viria do seu lado. Como tudo havia mudado e como aquele amor havia simplesmente morrido. Será que morreu? Se vasculhar seu peito encontraria ainda respeito, afeto, cuidado. E amor? Não sabia responder. Encarando as fotos ela conseguia sentir o antigo amor, conseguia de fato lembrar até o seu perfume... mas ainda o sentia ou apenas o lembrou? Seu sentimento foi sufocado à força, reprimido com agressão e largado em caixas e lembranças e dado como morto. Então qual o motivo de sua tristeza ao ver momentos de felicidade? Provavelmente pela falta de amor atual, pelo cansaço físico e mental de lutar com o mundo pelos seus ideais. Talvez por saber que mesmo se esforçando tanto, ninguém iria ver aquilo que sempre quis mostrar. Cansada talvez de fugir do passado. Não o esqueceu ou abandonou, apenas o ignora. Gotas de dúvidas restantes, sorrisos quebrados, alma cuidada com panos e pontos mal feitos. Tem medo de ter aberto não só fotos, mas pesadelos. Sensações tão pesadas que acabavam com sua vitalidade e que poderiam voltar. Quanto medo de sentir o pior pesar, de não conseguir mais se encontrar, e novamente cair. Pelo menos de uma coisa não se culpava (mais) tanto: poderia ter sido rejeitada e não mais amada, mas não era uma pessoa ruim, e sim talvez apenas não tão amável assim.
E agora ela se pergunta o que fará com essas fotos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Lembretes

- Desfrute do poder e da beleza de sua juventude.
- Não se preocupe com o futuro.
- Todos os dias, faça uma coisa que te assuste.
- Cante.
- Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável.
- Não perca seu tempo com a inveja.
- Lembre-se dos elogios que você recebeu.
- Seja gentil com os seus joelhos.
- Suas escolhas tem 50% de chances de darem certo.
- Curta seu corpo e o use de todas as maneiras que puder. Não tenha medo dele e nem do que os outros pensam. Ele é o maior instrumento que você terá.
- Dance.
- Entenda que amigos vem e vão, mas existem alguns preciosos que você deve manter.
- Viaje.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

California

I told you to listen to this music so as you could try to understand what I wanted to tell you.You deserve better, and I know that I'm not the one you're interested in. That's fine, I promise. I really want you to find happiness and someone who will do anything just to see your smile and the spark in your eyes like I would. I'll be here as a friend doing my best for you. You're worth every effort.

I want you to move to california for yourself.
I want you to find whatever your heart needs.
I want you to move to california for yourself,
But not for me.

I want you to go out there and find somebody else.
I want him to treat you like I know he should.
I want you to find somebody new for yourself,
If not for me.

All of the feelings that I know you never felt,
And all of the simple words you never said,
I want you to keep them like a secret to yourself,
They're not for me.

I want you to wander silent past my outstretched arms,
I want you to hide yourself from all I seek,
And though my heart will fight until its dying breath,
You're not for me.

I want you to move to california for yourself.
I want you to find whatever your heart needs.
I want you to move to california for yourself,
But not for me.

Delta Spirit

terça-feira, 10 de julho de 2012

With Or Without You

See the stone set in your eyes,
See the thorn twist in your side,
I wait for you.

Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait,
And I wait without you.

With or without you,
With or without you.

Through the storm we reach the shore,
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you.

With or without you,
With or without you.
I can't live
With or without you.

And you give yourself away (2x)
And you give (2x)
And you give yourself away.

My hands are tied, my body bruised
She's got me with
Nothing to win and
Nothing left to lose.
And you give yourself away, (2x)
And you give, (2x)
And you give yourself away.

U2

A voz subentendida

Era pequena quando começou a se expressar de outros jeitos, e quanto mais vivia suas experiências mais inspiração surgia para encontrar outros meios (mais verdadeiros, fiéis e tocantes) de se expor. Infelizmente não era compreendida muitas vezes, e muitas outras vezes não levada a sério. Então foi criando suas barreiras, seus meios de proteção, até que criou o medo de se expor. Levou para dentro de si com todo o cuidado o que sempre quis mostrar, pois não estava pronta para receber as respostas. Tentou então transbordar para o papel com palavras e rascunhos, desenvolveu as imagens e as cores. Cria de todos os jeitos os seus próprios jeitos de demonstrar exatamente o que se passa em si e ao mesmo tempo livrar-se de tanta coisa guardada. Então a cada dia pensa em um novo modo, porém leva consigo como um valor: não irá passar mentiras ou falsos sentimentos. Será seu; verdadeiro; real apesar de abstrato. Sente vergonha quando mostra seus feitos, pois até hoje não sabe sua própria reação com as imprevisíveis respostas. Há uma especialidade que cuida com zelo: não canta para niguém caso não sinta o que está sendo cantado, ou se a música não a toca em um lado frágil. Não é à toa que apenas cantou para poucos. Sempre com suas vontades e pensamentos deixados no subentendido, porém esperando com toda a força que um dia seja decifrado e percebido. Note que não é para todos; não é qualquer melodia ou letra; não é irrisório. Há um significado, uma mensagem (frequentemente) oculta. Ao ver dela, não são apenas cordas vocais; palavras jogadas ao vento ou apenas a beleza do clichê. Tem algo especial; mágico, logo, não é considerado em vão. E se for o desejado, tente a ler. Note os seus rastros, pois eles dizem muito apesar de arrastados.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Your Song

It's a little bit funny this feeling inside.
I'm not one of those who can easily hide.
I don't have much money but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live.

I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you.

And you can tell everybody this is your song,
It may be quite simple but now that it's done.
I hope you don't mind,
I hope you don't mind that I put down in words:
How wonderful life is while you're in the world.

I sat on the roof and kicked off the moss,
Well a few of the verses well they've got me quite cross.
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on.

So excuse me forgetting but these things I do,
You see I've forgotten if they're green or they're blue.
Anyway the thing is what I really mean:
Yours are the sweetest eyes I've ever seen.

Elton John

sexta-feira, 6 de julho de 2012

4 AM

Dormir ultimamente apenas me parece ser perda de tempo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Stars can't shine without darkness.

Just because I thought it was cute

- You make my heart have premature ventricular contractions.
- What?
- You make my heart skip a beat.

Imprescindível (des)percebido

Aqui, no silêncio do meu quarto, no frio amparado, na zona individual, me pego pensando sobre a vida e o que ando fazendo com a minha. Não quero um dia não acordar mais e pensar que perdi uma oportunidade, um momento, um feito, sejam eles pequenos, grandes, únicos ou clichê. Não quero ter dito tantos 'não'. Não quero ter dado maior importância ao desprezo e à preguiça ao invés da agitada atividade de amar. Não quero perder pra timidez, pro talvez e pro mais tarde. Não quero mais passar tantas horas em vidas virtuais quando logo ali, a 5 passos de mim, possui uma janela com uma vista fora do comum. Quando a 5 passos fora da minha porta há o quarto da pessoa mais importante na minha vida e ao longo da casa possui outras que tanto amo. Os fiéis amigos que talvez não esteja dando o devido valor; os que tanto querem estar perto e dou tão pouco; os que não querem estar nada próximos e entrego tudo; os novos que tanto desejo fazê-los definitivos. Será que apenas percebo as falhas do cotidiano quando algo imensurável acontece? Por mais que tenha sido horrível, agradeço pela retida dessa venda dos meus olhos. Perceba que somos todos frágeis, finitos e meros humanos. Nada melhor do que os outros animais, muito pelo contrário, pois ao menos eles vivem intensamente. E independente de merecer ou não, de ser justo ou não, de ser a hora ou não, todos iremos partir eventualmente. Então qual o motivo da minha ainda parada? Não tenho nada a perder. Tudo o que eu fizer será vivência, experiência e conhecimento adquiridos. Agora tudo aquilo que eu evitar, serão apenas esquecimentos e eventualmente nada quando eu partir. Logo, façamos algo, por favor. Sejam contos, lendas, textos, citações, desenhos, rascunhos, parábolas, estórias e histórias, faça vida. Faça tudo isso viver.

terça-feira, 3 de julho de 2012

(A)deus

O celular vibrou; seus olhos fizeram a leitura dinâmica daquela mensagem mais rápido que sua mente já conseguira. Não acreditou em uma sílaba do que lera e correu para saber de fato a veracidade do que lhe foi enviado. Era verdade. Ela faleceu. "Não, só pode ser piada, é um engano", tentava se iludir com a hipótese de ter sido sim uma reanimação com sucesso, porém haviam passado a equivocada notícia rápido demais. Até que recebeu cerca de 5 e-mails com a mesma lamentável confirmação, e mesmo assim não admitiu ser real. "Por qual motivo justo ela? Não é justo! Como uma vida tão especial e com tanta vontade de sobreviver pode simplesmente ir embora assim, do nada, por motivos tão pequenos?", ela questionava para si enquanto criava raiva do mundo. Não de todo o mundo, apenas do destino. Do inevitável. Do injusto. "E além disso ainda tenho que ver esses cretinos lamentando sua morte como se de algum jeito eles fossem a vítima. A vida perdida, o erro, foi com ela e não com vocês, maldição! Falsos chorosos, não compreendem o verdadeiro significado de 'faria tudo para que ela voltasse pelo simples fato de achar não merecido sua partida'?", amargurada com certas pessoas ela lançava suas maldições ao vento. Não conseguiu mais pensar; o silêncio permaneceu como um aconchego em tantas lágrimas já derramadas. Não entendia o motivo de seu desespero já que não eram tão próximas assim. Talvez pelo encanto e pela diferença que ela havia feito em sua vida, mesmo que em pequeno período de tempo e sem grandes aprofundamentos na amizade. Sua insônia já latente há tanto tempo agora era fraca comparado ao sentido. Quando acordou a primeira coisa que lhe passou pela cabeça foi obter mais informações sobre ela. Quem sabe fora apenas um pesadelo e boas notícias haviam de ser ditas? Só que eram apenas ilusões de sua mente. Seu pesadelo enfim concretizou-se quando leu o local e horário de seu adeus. Mais uma vez chorou com o coração já na sua vigésima vasoconstrição. Doia literalmente. Como soubera tarde demais do evento nada agradável que teria de ir, não por obrigação, mas por pura vontade, se arrumou mesmo assim. Aprontou-se como se fosse para a faculdade encontrá-la em apenas mais um dia letivo, e obviamente o sentimento de pesar não a deixou se enganar. Não seria como qualquer outro dia. Dirigiu rápido, como se estivesse atrasada, e de fato estava. Assim que entrou por aquele enorme portão, começou a acreditar um pouco mais em seu pesadelo. "Tantas pessoas, tantas vidas, tantos túmulos, e você está em um desses", caia seu pensamento juntamente com sua lágrima. Procurou o devido túmulo com pressa, como se fosse seus últimos segundos para se despedir, como se não houvesse amanhã, e realmente não houve sequer um ontem. Contava alto o número. "95, 123, 110... cadê o 113?" Não precisou mais contar. Era nítido qual era. Lotado de flores, coroas, faixas, conseguia ver e até sentir o cheiro da tristeza deixada ali há poucas horas. Conseguiu visualizar o desespero de quem acabara de deixá-la ali, pois fez o mesmo: abaixou, chorou, pôs as mãos frente ao rosto, pegou em algumas flores para tentar aceitar o real, e soluçava ali no meio de tantas presenças irreais. Sozinha no meio do cemitério, começou a sua conversa-oração. "Não sei bem o que te dizer, sabia? Só não consigo parar de chorar pensando que nunca mais irei te ver", ela tentava falar em voz alta. Já sentada ao seu lado, conversou e disse tudo o que já havia pensado, achado, e até suposto sobre ela, a vida, a morte e até pela ajuda. Finalizou seu longo monólogo com: "Saiba que para mim, você sempre será a mais inteligente e a enfermeira mais bem sucedida daquele lugar. E se me fosse dado a chance, faria de tudo pelo seu retorno. Sinto muito mesmo sua ida tão precoce, e a única certeza que tenho é de você estar em um lugar muito melhor, pois você é - e sempre será - uma pessoa magnífica. Perdoe-me por não ter te visitado quando tive oportunidade, mas eu nunca imaginei que viria te visitar logo aqui. Agora vai pro seu destino, anjo, e ilumina sua nova vida". A noite caia, seu peito doia, suas lágrimas viravam junção de sua pele e da terra. Disse adeus sem querer ter dito. Implorou para vê-la uma última vez, pois naquele momento conseguia sentir seu abraço tão frágil, porém caloroso. Embora sua vontade fosse de um tamanho descomunal, infelizmente não era maior que a morte. "Por favor, me diz alguma coisa. Faz-me ver-te, escutar-te, qualquer coisa! Se estiver aqui e precisar de algo, fala comigo". Ouvira apenas o som do vento e sentia apenas o cheiro das flores. Demorou até finalmente conseguir virar as costas e ir embora. Virava o rosto para encará-la mais uma vez a cada 2 passos. Não iria obter respostas. Não iria ser uma conversa. Foi um monólogo e fim. Adeus então para uma pessoa não tão conhecida, porém tão querida que de um bom jeito fez com que uma pessoa tão cética acreditasse em um céu para cada um, e que no melhor deles o novo anjo iria habitar.

- Você está bem?
- Estou. Agora me deixe em paz, por favor.
- Não fica assim. As pessoas eventualmente irão embora.
- Eu sei.
- Você optou por trabalhar com isso, lembra?
- Eu sei, mas...
- O que?
- Não havia concordado em trabalhar com a morte tão perto assim.
- Há de vir bem mais perto, em ciclos bem mais próximos.
- Eu sei, pelo menos acho saber, lidar com isso. Só não pensei que iria me mudar tanto. Não pensei que ela fosse me tocar em algum canto de mim que não sabia ser delicado.
E assim a abraçou, e mesmo sendo muito confortante saber que há muitos ainda presentes, tenta agora um caminho para abraçar os do outro lado também.

sábado, 30 de junho de 2012

Em 42 horas

Reavaliando o que foi dito e subentendido, realmente não existiram sinais. Talvez quisesse acreditar nas visões dos outros. Talvez quisesse criar expectativas, mas algo mudou. Uma dificuldade (ou benção) de entregar-se rapidamente. Manteve raízes fortes afinal. Mudou essa parte de ser, o que é um alívio, mas tem medo da frieza tomar conta. Foi um deixa-ver-o-que-acontece. Admite ter depositado um pouco mais de seu tempo em si para atrair o outro, porém apareceu como se não tivesse o que perder. Outros olhos atentos indagavam a possibilidade de interesse enquanto quem vivia o momento não enxergava esses sinais. O receio de talvez perder o começo de uma amizade foi maior do que sua vontade de beijá-la. E acreditem ou não, essa foi uma de suas maiores vontades já sentidas. Respeitou como nunca aquela que atraia sua atenção e apenas quis abrir sorrisos. Pelo menos isso foi cumprido. Entre pequenas deixas e grandes espaçamentos, tentava entender seus movimentos. Não queria exagerar, e muito menos ficar estática. Fora daquele lugar aparentou conforto, um pouco mais de aproximação. Já era tarde e não tinha tanto tempo para desperdiçar - na verdade seria acrescentar, pois tempo ao lado dela não era desperdiço - então preferiu manter-se em seu lugar e deixar pra lá. 
"Adoraria te ver...", e depois disso não conseguiu ignorar.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Calma, senhor Tempo

Aos poucos vai se erguendo. Primeiro deitada, depois se pôs em joelhos, agora se apoia em uma perna. Devagar e sem pressa. Conhecimento não é apenas teoria, é necessário a prática. É jovem, viva, dinâmica. Aos poucos também abre os olhos, enxerga seu potencial e qualidades. Abre a mente, retira e inclui vivências, ideais, pensamentos, reflexões. E assim vai. Devagar, mas com muita vontade. Daqui a pouco irá andar sozinha, correr, pular até enfim abrir asas e voar.

terça-feira, 26 de junho de 2012

I'm just not worth the effort, that's all.

Desistência perdida

Já não suportava mais as mesmas supostas certezas que eram jogadas em seu rosto. Cansou de ouvir afirmações não sempre verdadeiras que não eram fundamentadas em seu pensamento próprio e sim por achismo alheio. Era uma indignação enorme essa tentativa de decifrá-la sem ao menos tentar ouvi-la. A incerteza já faz parte de sua essência e sabia disso, mas quando fala o que realmente sente é por saber a sua verdade, e não para tranquilizar outros ouvidos. Não era a primeira vez que aquilo ocorria e fingia ter paciência para ignorar suposições. Enquanto sentada em seu canto compartilhava seus sentimentos mais sinceros, foi novamente interrompida com julgamentos. Explodiu; cansou; entrou em um estado de revolta nunca visto antes. Ouvia os ataques em forma de sei-quem-tu-és e já sem cabeça levantou-se, deu um basta e começou a sua raivosa caminhada. Não parou ou olhou para trás, apenas quis sair dali e mostrar que não precisava de nada ou ninguém. Mostrar pra si e para todos, até mesmo aqueles que não sabiam a história de seu passado (e muito menos presente). Exausta de tentar ser forte quis exalar toda sua fraqueza e toda sua força ao mesmo tempo. Tinha em mente qual rumo sozinho tomar dali e não sentiu medo. A raiva tomou de conta enquanto o racional rapidamente desaparecia. Respiração profunda, passos largos e fortes, mãos fechadas, sobrancelhas frangidas e corpo quente. Não pensou nem por um minuto em voltar ou sequer se explicar. Quis desaparecer de vez e pra sempre. Não achou conforto em seus familiares, apenas em um agregado em sua vida (que aparentemente ganhou lugar em seu coração já não tão caloroso). Engraçado como não se sentia amada. Engraçado como pensou em todas as pessoas que um dia a magoaram tanto, e o sombrio alojou-se naquele momento. "Como me sentir bem ou amada quando tantas pessoas já desistiram de mim? Não as culpo de terem ido. Não a culpo por ter seu sentimento deletado e sua presença extinta. Não devo ser essa pessoa boa que me iludi ser por tanto tempo, afinal, afastei todos sendo quem eu sou. E atualmente não vejo motivos para o espírito livre da floresta ter algum interesse em ficar, ele não é tolo, não perderá tempo com alguém assim, sem o menor atrativo". Nada de fato durará; amizades, amores, vida. E todo aquele convencimento tosco, aquela conversa mole, as promessas nunca concretizadas. Lembrou então do que havia a matado: mostrou o seu melhor para ela, teve sua alma transparente e quando viu já estava ali parada, sozinha, tentando entender o motivo de sua partida e ao mesmo tempo desejando que ela fosse feliz. Contraditório, óbvio. Não a quer mais aqui, a prefere longe, porém não quer vê-la sofrer. Espera do fundo da sinceridade (não diz mais coração, pois sabe não existir mais um) que haja evolução e não dor em seu caminho. Voltando para o outro problema da mente, ela já estava desesperada e ligando por ajuda, porém o celular não atendia. "Foda-se, não vou mais ligar. Quando mais preciso, desaparece. Eu cuido de mim, mesmo sem o menor cuidado", pensou. Percebeu o quanto era solitária. Sem sequer um número de emergência para que pudesse ligar e se alojar. Inutilidade, no mínimo. Era apenas mais um ser humano que sofria pela vida em geral. Sem motivações, sem alcances, sem amores, sem suportes. Será que aquele era o momento em que se ergueria e começaria a contar com nada mais além de si? Caso tivesse que depender de si mesma com certeza iria apodrecer ali mesmo, debaixo daquele prédio, as árvores obscuras sussurrando a tristeza do vento e a única luz que enxergava era a de seu celular, pois agora obtivera o mínimo de atenção e simplesmente ignorou. Não queria falar, reclamar, desabafar. Queria que sua mente parasse de criar labirintos e auto sabotagem. Impossível. Pensou em suas fortalezas e como tudo havia mudado. Perdeu a cabeça por completo. Desacreditou em tudo, principalmente na única certeza que tinha: o amor. "São apenas contos, faz de conta para que a humanidade não entre em depressão coletiva, mas já é tarde demais", sua insanidade gritou. Limpou suas lágrimas, levantou-se do chão frio e foi embora. "Obrigada por ter vindo e desculpa pelo incômodo", disse ela enquanto tentava se manter forte atrás de seu pior sorriso. 
Não sabe mais o que achar, pensar ou por onde começar. Está perdida em tudo; na vida; em si. Não busca mais por uma salvação divina, um excepcional alguém ou qualquer outra fuga. Apenas gostaria de se encontrar e saber de fato o que é e o que pensa sobre as cruéis realidades já vistas e as (falsas?) extraordinariedades que de tão mágicas acabou virando pó.

Crise

"Você é ainda muito jovem para se preocupar tanto com seus sofrimentos"
"Sabe suas feridas, suas angústias, seus desejos não concebidos, seu espírito enfraquecido, as religiões e os traumas que te colocaram? Esqueça tudo isso. A única coisa que importa você já acreditava antes; nada mais é do que amor"
"As pessoas não passageiras que você tanto procura para preencher sua vida; essa 'magia' que você tanto espera acontecer para te completar, ainda existem. É raro; é difícil e você enfrentará o árduo até chegar nessas essências, mas um dia você acha. Apenas não desista; e não abra mão dos seus ideais"
Confessa não saber mais no que acreditar, nas palavras de conforto ou nas realidades já adquiridas em um passado não tão distante. Sabe apenas estar perdida, e sem o menor direcionamento para a sanidade.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Boomerang

Joga, vai e volta. Solta ao ar, vem e vai. Não é visto muita diferença em comparação ao que "existe". É aceitável sua definição. Soube deixar o boomerang transparente. A angústia era saber de fato pra onde o boomerang ia e se ia por vontade ou por acaso. Como já dito antes: está transparente. É melhor assim; é bom o direto, pôde limitar suas condições e anseios. E agora será que consegue não se incomodar com a liberdade - e facilidade - que ele tem de ir e vir para outros?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um aceno, um lamento e uma conclusão

Por coincidência iriam se ver. Claro que por pura coincidência, pois esse evento não ocorreria por vontade de um lado e por orgulho do outro. Chegou a ansiedade; tentou se ajeitar o máximo possível; fingiu não se importar e foi lá fora. Os olhares se bateram e apenas acenos foram trocados. O peito, mesmo apertado, sorriu forçadamente com naturalidade. Enquanto o carro seguia seu rumo com pressa e sem se importar em olhar para trás, o forçado sorriso virou um olhar cabisbaixo. Seu celular vibra e chega uma mensagem daquele que segundos atrás dirigia velozmente. Uma mensagem parecendo ser feita por obrigação perguntando secamente se queria ir ao mesmo rumo. Querer não é poder; querer queria, e muito, porém não podia. Já estava na sua hora de voltar ao seu lar, afinal, não deveria ter saído à noite pra começo de conversa. E querer queria, e muito, porém sentia lá no fundo que iria se decepcionar novamente. Com toda a educação respondeu não poder ir, mas agradecia pelo convite. De fato gostaria de passar mais tempo - na verdade qualquer tempo que fosse - ao seu lado, mesmo se a vontade não fosse recíproca. Não obteve respostas, é claro. Enquanto ficou parada ali sozinha naquela rua não tão iluminada, pensou no quanto sentia a solidão. Estava sempre acompanhada, porém nunca sentindo alguma presença. Ficou se perguntando qual seria o seu problema e o motivo de aparentemente não estar completa. Sente a falta de alguém para ser um complemento, mesmo tendo essa necessidade de ser auto suficiente. Não se sentiu triste por gostar de alguém; por não ser correspondida ou por sofrer novamente por coisas que tantas vezes passou em sua vida. Sentiu-se triste por ter quase certeza de que será sozinha por um bom tempo, sem ninguém que irá aparecer para ficar e que não a veja como algo passageiro. A sorte de achar não um amor ou paixão, mas ao menos alguém que a valorize por ser quem realmente é. E o pensamento de o problema estar nela aumenta a cada capítulo. A diferença é que não deixará que isso a afunde mais uma vez. 
Por mais que queira alguém ao seu lado, não aceitará qualquer companhia. Não cometerá o mesmo erro de esquecer a sua própria existência para tentar acrescentar todas suas fibras em algo sem direção.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

_|_

É uma merda sem tamanho acordar já pensando no que te preocupa; ou no que te faz perder um sorriso. É uma merda sem tamanho já se sentir um nada até no subconsciente dos primeiros segundos antes de adormecer até o segundo em que adormece ao final de cada dia. É uma puta sacanagem. Não consegue achar palavras tão fortes quanto os próprios palavrões para descrever tanta injustiça. É algo escroto esse conflito interno entre a (pouca) auto estima e a realidade. Então que tome no cu tudo e todos que perturbam a mente. Ela só busca por tranquilidade, nada mais. Neutralidade pra variar. Sem extremos.
Vai se fuder. Era bem isso o que queria dizer. Para todos que não valorizaram (vai se fuder); para aqueles que um dia magoados decidiram magoar quem só tentou fazer bem (vai se fuder); os amaldiçoados que tentam piorar as vidas alheias (vai se fuder); os que dizem não conseguir demonstrar sentimentos, mas na verdade não conseguem é ser sinceros e verdadeiros (vai se fuder); os que não entendem a importância de sua presença e simplesmente vão embora (vai se fuder); e por último, porém não menos importante, para aqueles que de tanto medo de amar e ser amado, de estar disposto a se expor, vão até a metade do caminho para depois destruir com todo o concretizado e tudo o que não conseguiu existir (vai se fuder).