Era pequena quando começou a se expressar de outros jeitos, e quanto mais vivia suas experiências mais inspiração surgia para encontrar outros meios (mais verdadeiros, fiéis e tocantes) de se expor. Infelizmente não era compreendida muitas vezes, e muitas outras vezes não levada a sério. Então foi criando suas barreiras, seus meios de proteção, até que criou o medo de se expor. Levou para dentro de si com todo o cuidado o que sempre quis mostrar, pois não estava pronta para receber as respostas. Tentou então transbordar para o papel com palavras e rascunhos, desenvolveu as imagens e as cores. Cria de todos os jeitos os seus próprios jeitos de demonstrar exatamente o que se passa em si e ao mesmo tempo livrar-se de tanta coisa guardada. Então a cada dia pensa em um novo modo, porém leva consigo como um valor: não irá passar mentiras ou falsos sentimentos. Será seu; verdadeiro; real apesar de abstrato. Sente vergonha quando mostra seus feitos, pois até hoje não sabe sua própria reação com as imprevisíveis respostas. Há uma especialidade que cuida com zelo: não canta para niguém caso não sinta o que está sendo cantado, ou se a música não a toca em um lado frágil. Não é à toa que apenas cantou para poucos. Sempre com suas vontades e pensamentos deixados no subentendido, porém esperando com toda a força que um dia seja decifrado e percebido. Note que não é para todos; não é qualquer melodia ou letra; não é irrisório. Há um significado, uma mensagem (frequentemente) oculta. Ao ver dela, não são apenas cordas vocais; palavras jogadas ao vento ou apenas a beleza do clichê. Tem algo especial; mágico, logo, não é considerado em vão. E se for o desejado, tente a ler. Note os seus rastros, pois eles dizem muito apesar de arrastados.
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