Seu altruismo mais uma vez deixa escapar algo que gosta. Pena que não consegue dizer em voz alta o que realmente passa em si; suas reais vontades e desejos. Seu discurso que diria: "Me escolha e te faço jamais se arrepender", porém tudo o que conseguia dizer não passava de motivações para o outro ser feliz - mesmo sem ser ao seu lado. Diante da rejeita dois caminhos eram vistos: o que usualmente era traçado com lentos passos, olhos caídos e possíveis lágrimas derramadas ou o lado pouco conhecido da bifurcação. O trajeto desconhecido era pra ser seu único rumo há anos, porém nunca criou coragem - ou auto estima - suficiente. Nada mais 'simples' do que largas passadas, olhos orgulhosos por seu esforço - mesmo não sendo tão efetivo assim - e alguns pensamentos positivos no lugar da insegurança e insuficiência. O que a fez mudar de caminho? Não sabe ao certo. Diversos fatores contribuiram igualmente, como, por exemplo, o cansaço do pesar; do sofrer, o saco cheio da auto piedade; do pensamento de não ser boa o bastante para merecer tal mutualismo, a recém crença de ser alguém merecedora de admiração e amores. E mesmo se for apenas uma ilusão de ser auto suficiente, dessa vez preferia ser ignorante. Já sofreu tanto e não vê mais motivos para próprias sabotagens mentais; pensamentos tão pesados que abaixariam toda e qualquer alegria vinda do amor próprio. O costume de sofrer quieta aos poucos vai desaparecendo. Então caminha sem pressa em nova direção, encantando-se com diferentes paisagens e descobrindo o novo poder da própria valorização.
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