sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Para (um) ser menor
Peço para que seja apego. Apego se desfaz. Dissolve. Com o tempo vem a mudança e acomoda com outros hábitos. A dificuldade no apego é focar em outras coisas para suprir a falta.
Peço para que seja carência. Assim posso afogá-la com outros abraços e beijos.
O azar é se for afeto. O afeto se importa. Cresce e vira carinho. Não é sensação de estar faltando algo, mas sim saudade. No primeiro é um vazio substituível, já no segundo é sabido o que precisa para satisfazer a dor. E sempre é alguém específico. Único.
No afeto vem a vontade de ser algo a mais. Algo maior. Algo extraordinário. A liberdade de conhecer o próximo e abrir caminhos para amá-lo.
Espero estar certa sobre o que sinto ser supérfluo. As incontáveis vezes que lembro e desejo estar perto sejam ilusões do apego. Os inúmeros pensamentos com tentativas de conquistá-la sejam passageiros. As horas passadas imaginando cenários diversos de como haver uma reaproximação sejam consequência de uma insônia.
Não há estrutura para suportar densidades tão grandes como a paixão e o bem querer.
Não quero quebrar novamente.
Contudo não quero continuar insatisfeita com o ordinário.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Erradamente bom
O desafio que atrai.
O perigoso que fascina.
O errado que atiça.
O carnal que pede mais.
A discussão que vira beijo.
O beijo que esquece ser errado e subitamente mata a vontade junto com a razão.
Quando se dá por si, sua consciência volta a gritar o quão destrutivo é, nesse momento vem o incômodo de segurar sua impulsividade.
Ter que se conter novamente. Fazer o que é certo.
Quando o certo traz insatisfação e o errado traz prazer, o que fazer?
O perigoso que fascina.
O errado que atiça.
O carnal que pede mais.
A discussão que vira beijo.
O beijo que esquece ser errado e subitamente mata a vontade junto com a razão.
Quando se dá por si, sua consciência volta a gritar o quão destrutivo é, nesse momento vem o incômodo de segurar sua impulsividade.
Ter que se conter novamente. Fazer o que é certo.
Quando o certo traz insatisfação e o errado traz prazer, o que fazer?
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
A fuga(z)
Eu não fugi. Ainda!
É um marco importante. Significa que -talvez- esteja arriscando de novo.
Éramos crianças. 16 e 17 anos. Mesmo assim, inaceitável traição. E assim matei a primeira ilusão.
Ironia. Logo com quem menos esperava. A primeira das primeiras. Quem eu jamais pensei trocar olhares mais uma vez. A indiferença já havia sido alojada, o esquecimento fez seu trabalho bem até demais.
É um marco importante. Significa que -talvez- esteja arriscando de novo.
Éramos crianças. 16 e 17 anos. Mesmo assim, inaceitável traição. E assim matei a primeira ilusão.
Ironia. Logo com quem menos esperava. A primeira das primeiras. Quem eu jamais pensei trocar olhares mais uma vez. A indiferença já havia sido alojada, o esquecimento fez seu trabalho bem até demais.
Uma nova chance brotou por dois essenciais elementos: minha habilidade (?) de recomeçar e a insistência (ou insanidade) dela.
Posso ainda estar tranquila, pois já saiba que não levará a nada e não terei algo a perder. Posso estar levando por ainda estar em algum ciclo de auto sabotagem. Pode até ser que por não ter sentimentos intensos me deixo livre para sair e entrar quando quiser.
Papéis invertidos. Sou eu a racional. A mais fria. A com cinco passos atrás. A quem não queria nada além de alguns encontros casuais.
Dessa vez eu não fui só seu desejo. Ela se importa de verdade. Faz planos. Mostra respeito até quando eu preferia que não. Me põe em um pedestal que não me pertence. Talvez esteja me fazendo de objeto de transporte até o seu sonho ideal. Seu objetivo de vida. Fala em calma, porém mostra pressa.
Droga. Daí a brasa que me põe a correr. Quando se importam mais do que eu. Quando eu não sinto que consigo alcançar suas expectativas. Quando duvido dos motivos de permanecer.
Mas... eu ainda estou aqui. Não sei porque não corri. Sinceramente acho que ainda irei escapar. Só não sei quando e nem se devo deixar bilhete.
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