É um marco importante. Significa que -talvez- esteja arriscando de novo.
Éramos crianças. 16 e 17 anos. Mesmo assim, inaceitável traição. E assim matei a primeira ilusão.
Ironia. Logo com quem menos esperava. A primeira das primeiras. Quem eu jamais pensei trocar olhares mais uma vez. A indiferença já havia sido alojada, o esquecimento fez seu trabalho bem até demais.
Uma nova chance brotou por dois essenciais elementos: minha habilidade (?) de recomeçar e a insistência (ou insanidade) dela.
Posso ainda estar tranquila, pois já saiba que não levará a nada e não terei algo a perder. Posso estar levando por ainda estar em algum ciclo de auto sabotagem. Pode até ser que por não ter sentimentos intensos me deixo livre para sair e entrar quando quiser.
Papéis invertidos. Sou eu a racional. A mais fria. A com cinco passos atrás. A quem não queria nada além de alguns encontros casuais.
Dessa vez eu não fui só seu desejo. Ela se importa de verdade. Faz planos. Mostra respeito até quando eu preferia que não. Me põe em um pedestal que não me pertence. Talvez esteja me fazendo de objeto de transporte até o seu sonho ideal. Seu objetivo de vida. Fala em calma, porém mostra pressa.
Droga. Daí a brasa que me põe a correr. Quando se importam mais do que eu. Quando eu não sinto que consigo alcançar suas expectativas. Quando duvido dos motivos de permanecer.
Mas... eu ainda estou aqui. Não sei porque não corri. Sinceramente acho que ainda irei escapar. Só não sei quando e nem se devo deixar bilhete.
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