sábado, 27 de agosto de 2016

Segunda Nota Sobre Ela

27.08.2016
07:37?
8:42?
Eu sem noção de tempo enquanto dormia;
dia ensolarado de sábado.

Mesmo com sono leve jamais a ouviria andando pelo quarto,
mexendo nos armários,
tropeçando nos sapatos,
se arrumando para ir praticar uma paixão.

Cuidadosa em tudo que faz e toca.

Acordo de um olho só, embriagada de sono,
vejo seu rosto dando bom dia,
me dá um beijo e vai pra rua.

Em contrapartida, percebo que faço muito barulho
e te acordo sem querer, ou até mesmo por não ligar muito,
se você vai despertar. 

Nota sobre ela:
Ela também precisa descansar.
Faça silêncio e, se for para acordá-la,
acorde com ternura.

Primeira Nota Sobre Ela

27.08.2016
00:06
Quarto da mais bela.
Frio intenso na janela.


De 5 a 10 minutos lá vem ela.
Deitada, me chama atenção e manda um beijo.
Levanta, me abraça, me relembra - pela décima sexta vez no dia -
"Eu te amo muito, coisinha. Sabia?"

Sem olhar pra ela, focada na tela, retruco com um seco
 "Sei sim, minha linda"

Me intimido com tanto afeto.
Tenho medo, talvez, de mostrar meu eu mais profundo
e por receio me afasto, sem nunca sair, de nosso mundo.

Me pego pensando
"Eu não a mereço"

Será que vou me entregar por completo novamente
após tantos danos?

Não sei.

Só sei que se essa barreira for quebrada
será por ela.

E um dia - ah, um dia! - 
ei de transbordá-la de afeto também.

terça-feira, 19 de julho de 2016

(He'll) Never Be Like You




What I would do to take away
This fear of being loved, allegiance to the pain
Now I fucked up and I'm missing you
Never be like you


I would give anything to change
This fickle minded heart that loves fake shiny things
Now I fucked up and I'm missing you
Never be like you


I'm only human can't you see
I made, I made a mistake
Please just look me in my face
Tell me everything's okay
'Cause I got it
Never be like you


How do I make you want to stay
Hate sleeping on my own, missing the way you taste

Now I'm fucked up and I'm missing you
Never be like you


Stop looking at me with those eyes
Like I could disappear and you wouldn't care why

Now I'm fucked up and I'm missing you
Never be like you



I'm falling on my knees
Forgive me, I'm a fucking fool

I'm begging darling please
absolve me of my sins, won't you


Flume feat. Kai - Never Be Like You

sábado, 16 de abril de 2016

365

Eu me lembro como os dias eram frios.
Como voltar para casa depois de alguma festa ou evento era frio.
Como mesmo sendo divertido a maior parte do tempo, no final,
era apenas frio.
E ficava fisicamente frio no inverno,
quando o vento gelava meu rosto e minhas mãos.

Eu me lembro de ficar rebobinando na minha mente
tudo o que eu havia feito, procurando onde errei,
para a falta de consideração alheia.

Como era frio.

A esperança perdendo uma grande lasca
em toda volta para casa.
E ver minhas expectativas apenas em desejos.

E quando dei um último dia para o acaso
a sorte me sorriu,
e de cabeça para baixo.

Foram inúmeros pedidos para estrelas cadentes,
dezenas descrições do ideal,
incontáveis chances mal dadas,
inacabáveis horas esperando
até eu encontrar você.

O tempo foi perfeito.
Enquanto encontrava paz e harmonia só,
me aquecendo aos poucos e borbulhando equilíbrio,
me veio você para aquecer a vida.

E agora no inverno e madrugada a dentro
passo calor.
E pela primeira vez raciocino amor
sem nunca parar de senti-lo.

Obrigada pelo amor de verdade.
Aquele que não queima,
não dói,
não entristece,
não desespera.

Acalenta, suporta, aquece.
E hoje comemoro 1 ano sem frio.
1 ano com a melhor companhia possível.

Te amo.

domingo, 20 de março de 2016

Quando a Indiferença é Um Sintoma

Quando a Indiferença é Um Sintoma

O coração adoece
a ligação se bloqueia
a troca parcial vira doença
e o amor vira patologia.

Quando a indiferença é aparente
o afeto se desmembra
a paixão é leprosa
o ser amado vira pó.

Quando você é indiferente
meu coração se prepara
para mais uma vez
explodir de chagas,
falecer de arritmia, 
sufocar de dúvida,
partir em pedaços
e, por fim,
virar pedra.


Por conhecer bem a indiferença eu te prometo que não serei a causa de sua patologia. 
Seus sintomas serão outros
boca larga,
sorriso maior,
abraços mais apertados,
leveza,
olhos brilhantes, 
felicidade crônica.

Sozinha, eu...

Hoje eu só quis escrever. 
Digitar e ver se as pontas dos meus dedos conseguem por pra fora os inúmeros pensamentos. 

Hoje eu só quis entender.
Ter pelo menos uma certeza sobre a vida e, principalmente, sobre mim.

Hoje eu só quis o desabafo.
Exalar de algumas lágrimas o pesar que anda deixando meu corpo tão cansado de se carregar.

Hoje eu só quis sentir.
Perceber que meu coração ainda existe com a mesma nobreza que o abri da última vez.

Hoje eu só quis sair.
Dar uma volta fora de minha mente para me ver de longe, em outra perspectiva. 

Hoje eu só quis subtrair.
Menos discussões, menos conflitos, menos convívio com problemas.

Hoje eu só quis notar.
A presença daqueles tão essenciais que o tempo e suas direções desviaram de mim. 

Hoje eu só quis saber. 
Se são mesmo sabotagens ou se meu lugar é só. 

Hoje eu só me quis.
Se não tive as outras coisas, ao menos tenho a mim.