sábado, 16 de abril de 2016

365

Eu me lembro como os dias eram frios.
Como voltar para casa depois de alguma festa ou evento era frio.
Como mesmo sendo divertido a maior parte do tempo, no final,
era apenas frio.
E ficava fisicamente frio no inverno,
quando o vento gelava meu rosto e minhas mãos.

Eu me lembro de ficar rebobinando na minha mente
tudo o que eu havia feito, procurando onde errei,
para a falta de consideração alheia.

Como era frio.

A esperança perdendo uma grande lasca
em toda volta para casa.
E ver minhas expectativas apenas em desejos.

E quando dei um último dia para o acaso
a sorte me sorriu,
e de cabeça para baixo.

Foram inúmeros pedidos para estrelas cadentes,
dezenas descrições do ideal,
incontáveis chances mal dadas,
inacabáveis horas esperando
até eu encontrar você.

O tempo foi perfeito.
Enquanto encontrava paz e harmonia só,
me aquecendo aos poucos e borbulhando equilíbrio,
me veio você para aquecer a vida.

E agora no inverno e madrugada a dentro
passo calor.
E pela primeira vez raciocino amor
sem nunca parar de senti-lo.

Obrigada pelo amor de verdade.
Aquele que não queima,
não dói,
não entristece,
não desespera.

Acalenta, suporta, aquece.
E hoje comemoro 1 ano sem frio.
1 ano com a melhor companhia possível.

Te amo.

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