- Você me lembra uma coisa.
- Ó! Que coisa?
- Um sonho muito bom que tive.
- O que tinha de bom nele?
- De bom tinha galáxias extraordinárias, árvores magníficas, magia em brisa, felicidade em cada respiração. Agora, de muito bom tinha você.
Pois bem, no imaginado haveria um sorriso, provavelmente uma risada sem graça, bochechas rosadas, um beijo sincero, porém rápido, uma leve olhada lateral para ver se mais alguém havia visto sua timidez em forma de blush natural, e em seguida um leve empurrão como se falasse 'gostei, mas vou resistir mais para você se esforçar e me fazer sentir assim novamente'.
Já o sonho teve seu diferencial. O cenário ajudou bastante a ser inesquecível e simplesmente lindo, porém sua continuação foi muito mais forte. Queria estar ali presente, queria (e concretizava) aqueles abraços surpresas pelas suas costas, aquele olhar seguido de um sorriso lateral e inúmeros beijos nos olhos. Mostrava interesse e até podia sentir a confortável sensação da reciprocidade. Ações de afeto não por ser apenas mais uma, mas sim por ser a única.
É... não haverá diálogo ou suas ações finais. Não haverá a prolongação do sonho. Não haverá nada pelo simples fato de não ser recíproco.
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