Não trata-se mais de bochechas rosadas. Não trata-se mais de sentimentos. Não trata-se mais de sintomas. Agora, na verdade desde aquela noite, trata-se de sonhos. Sonhos jamais sonhados ou concretizados. Sonhos, palavra que já estou banalizando, fazem meus dias mais animados e minhas noites utopias. Os ouvidos do vento eram os únicos conhecedores do inconcreto. Outro par escutou o principal e, sem querer, me deixei mais vulnerável do que o possível. Tinha prometido mantê-lo só meu, mas naquele momento tão favorável não consegui conter as palavras e as lágrimas que com elas me derrubaram. Não me arrependo e nunca irei. Foram lágrimas mais do que sinceras, pois o assunto é a maior honestidade já vivenciada. Foi lindo, na verdade, ainda é. E me questionei se era literalmente aquilo que queria, mas a conclusão não consigo admitir nem para mim. Tento manipular os fatos para que se ajustem ao aceitável, porém o meu aceitável se resume a uma palavra.
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