Aquelas histórias, aqueles fatos e textos lidos conseguem de alguma forma demolir a mente. É como se estivesse em alguma cena de filme, onde o mocinho vê sua paixão platônica nos braços de outro. E do mesmo jeito do filme, acontece também na vida: ele com toda sua alegria de amar vai até a fonte de sua felicidade. Ao se deparar com a cena de impacto pára, congela, o sorriso largo por fim vira lágrima. Ele então é coberto por uma chuva, onde os sorrisos de sua amada com o provável amante são facadas em seu peito. Uma triste trilha sonora começa, com um close em cada personagem. E aí caimos no filme novamente: no final, tudo não passa de um grande mal entendido e os mocinhos ficam juntos. A realidade em sua maioria é que isso não acontece. Eventualmente alguém sairá machucado, e não será o malvado. Não temos trilha sonora a cada momento de nossas vidas, muito menos vivemos felizes para sempre com quem amamos. Sim, a verdade não nos agrada. Então por fim, depois dessa reflexão pessimista, digo apenas: certamente não vivemos em um filme, mas quem de fato copia? Os filmes copiam a vida ou a vida copia os filmes? É apenas questão de escolha e desempenho.
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