terça-feira, 8 de maio de 2012

Nada Que Te Diz Respeito

Leva eu, leva eu, leva.
Leva eu, leva eu, leva.
Nada que te diz respeito eu consigo jogar fora
E o tempo que era pra levar faz existir.
Carrego vivas na lembrança marcas de um passado
Que não vão embora.

Nada que te diz respeito eu consigo jogar fora
O que é que eu vou fazer
Pra acabar com esse tormento?
O que é que eu vou fazer
Pra por um fim nesse lamento?
O que é que eu vou fazer
Pra te ver fora do meu mundo?
O que é que eu vou fazer?

Eu vou riscar seu nome do caderno
E vou rezar aos santos e orixás
Pra ver se um novo amor me acontece
E o seu que vá morar em outro lugar.

O que é que eu vou fazer
Com as coisas que você deixou?
O que é que eu vou fazer
Com as outras que você levou?
O que é que eu vou fazer
Pra te ver fora desse mundo?
O que é que eu vou fazer?

Leva eu, leva eu, leva.
Leva eu, leva eu, leva.
Roupa de cama, taça de vinho
Descanso de prato e a tv, e o disco de vinil
Porta retrato e na cama espaço
O laço, o abraço e o beijo que você partiu.

O que é que eu vou fazer
Pra por um fim nesse lamento?
O que é que eu vou fazer
Pra acabar com esse tormento?
O que é que eu vou fazer
Pra te ver fora desse mundo?
O que é que eu vou fazer?
Leva, leva , leva eu.
 Leva, leva , leva eu.
 Levou.

Diogo Poças

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