domingo, 25 de maio de 2014

Vermelho

Estava meus olhos,
meu rosto,
minhas mãos,
seu rosto,
seus braços.

Vermelho estava minha mente,
meu peito,
minha alma.

Vermelho estava minhas lágrimas,
a sua indiferença,
o seu desafeto.

E isso porque seus lábios vermelhos estavam avermelhando lábios alheios.

Agora tudo escureceu
no preto mais profundo,
o breu da decepção,
da tristeza,
do não-amor,
da paixão,
da traição,
da não solução.

Uma cor que antes representava a nobreza de amar transformou-se em raiva,
angústia,
frustração,
dor.
Muita dor.

E o vestido branco - arrumado para impressionar seus olhos - manchara de sofrimento vermelho.
E a ilusão de passar a noite ao seu lado virou pesadelo realizado.

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