A verdade dissipadora de sua meio amarga ilusão não mais a incomoda.
Sim, conformar-se e aceitar os reais sinais é doloroso... até que se percebe não ser eterno o pesar. Abrir os olhos pode ser árduo quando nós mesmos os costuramos para viver - em sonhos - nossos desejos.
Esperando. Apetecendo. Ansiando.
Até que se deparou consigo. Notou sua vontade de estar, mas não sua necessidade. Percebeu que sua irrelevância para os (seus) olhos alheios não era algo a ser invertido, mas sim desistido. Não era pra ter qualquer tipo de admiração resultada de ato mendigado.
Desistir nem sempre é a escolha errada, do mesmo jeito que o mais difícil nem sempre é o melhor. Na verdade o simples é um ótimo começo.
Leve. Fácil. Espontâneo.
Quem sabe eu não encontre o simples no meio do caminho enquanto não desisto dos olhos que mais deviam ter relevância:
os meus.
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