sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cinco

Como a palma da minha mão
te conheço bem.

Não que seja o cúmulo do previsível 
ou que eu te tenha domínio,
mas como a palma da minha mão
eu te sigo.

Encaro as incontáveis linhas
e associo com nossas vidas:
partiram de lugares diferentes
e se encontram,
entrelaçam,
cruzam,
acompanham
uma a outra.

Se cada mês fosse um dedo
e se os dedos se fecharem
ao centro de minha palma
tenho em mãos algo divino:
proteção de mesmo tamanho
do meu coração.


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