É sintoma. É sinal. É presságio de grandeza.
Fisicamente é besta. Coisa pouca. Imperceptível aos não atentos. Mas aqui dentro, dentro de mim, é luz.
E até a luz, por mais bonita que seja, às vezes se intimidece. Não por se envergonhar do que é, mas por talvez não refletir igual em olhos seus. O brilho que quero te fazer enxergar.
Descompenso. Me agito por dentro. Muda minha frequência. Esfrio e aqueço em busca de minha normalidade e estabilização, porém é inviável ao menor sinal teu.
Mensagem. Fotografia. O timbre da sua voz. A menor demonstração do teu interesse. Faz despertar em mim o que creio ser uma amostra grátis de minha própria divindade.
Minha divindade, pois soa e ecoa como a maior de minha benevolência, de inquietante paz misturada com esperança e, talvez, a essência da substância mais pura que se pode ter.
Tudo isso para dizer que tenho sintomas. Não sei me diagnosticar ainda. Só sei que dessa doença você é causa primária.
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