O teatro vivo. É a maior encenação já feita na vida. O figurino, a maquiagem, o discurso e principalmente as máscaras precisam convencer. Quem? A todos, até mesmo o próprio ator. A interpretação perfeita. Toda a organização impecável para um grande e final número. Começou atrasado e não tem hora para acabar. E quando as cortinas fecharem não haverá platéia, muito menos aplausos. Terá apenas o ator e suas tantas faces. As faces terão o calor como única coisa em comum. E de um jeito peculiar ganharão o descaso.
domingo, 7 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Moulin Rouge

Christian: You made me believe you loved me. I should pay you.
Satine: Please.
Zidler: Jealousy has driven the sitar player into hiding.
Christian: You did your job very well. I should pay you like everyone else does!
Satine: Don't, Christian. There's no point. Just leave.
Christian: If you don't love me and it wasn't real, why can't I pay you? Let me pay! Let me pay!
Zidler: Open the doors!
Christian: Tell me you don't love me!
Zidler: Driven mad by jealousy!
Christian: She is yours now. I've paid my whore! I owe you nothing. And you are nothing to me. Thank you for curing me of my ridiculous obsession with love.
Zidler: This sitar player doesn't love you. See? He flees the kingdom! Pumpkin, it's for the best. You know it is. The show must go on. And now, my bride it is time for you to raise your voice to the heavens and say your wedding vows.
Toulouse: Christian! The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return!
sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Oculto
'O que essa paisagem te lembra?'
Começa pelas árvores do filme Pocahontas e como aquela velha árvore me traz tranquilidade. Como aquela música parece ser apropriada ao momento. Uma epifania virá, basicamente isso. Aquela lua vira um sol, mas o prefiro como lua. E ela gira até me levar nas paisagens de estrelas e galáxias que tanto me facinam. Vejo as cores que mais amo, e como elas amam entre si. Vejo no interior da casca grossa a mais delicada pele. Lembro o caminho que quero percorrer para o destino que não sei, ou o destino que quero percorrer para o caminho que não sei. Lembro do que me faz sentir viva. Recordo o que me faz sentir morta, mas apenas por dentro. Sim, lembro a própria indiferença que tanto abominei alojando-se em mim e a tentativa de colocar nomes em coisas que não entendo. Lembro das tantas faces que possuo e como ao mesmo tempo elas podem ser tão honestas. Não gosto de nenhuma, e a única que me orgulho estou a eliminando pouco a pouco. Creio que já perdi a verdadeira... ou ainda não a encontrei de fato. Tudo isso passou em minha cabeça, mas uma das minhas faces, com medo e preguiça de explicar algo tão inútil a todos, apenas disse:
' Não sei. Eu realmente não sei'.
Começa pelas árvores do filme Pocahontas e como aquela velha árvore me traz tranquilidade. Como aquela música parece ser apropriada ao momento. Uma epifania virá, basicamente isso. Aquela lua vira um sol, mas o prefiro como lua. E ela gira até me levar nas paisagens de estrelas e galáxias que tanto me facinam. Vejo as cores que mais amo, e como elas amam entre si. Vejo no interior da casca grossa a mais delicada pele. Lembro o caminho que quero percorrer para o destino que não sei, ou o destino que quero percorrer para o caminho que não sei. Lembro do que me faz sentir viva. Recordo o que me faz sentir morta, mas apenas por dentro. Sim, lembro a própria indiferença que tanto abominei alojando-se em mim e a tentativa de colocar nomes em coisas que não entendo. Lembro das tantas faces que possuo e como ao mesmo tempo elas podem ser tão honestas. Não gosto de nenhuma, e a única que me orgulho estou a eliminando pouco a pouco. Creio que já perdi a verdadeira... ou ainda não a encontrei de fato. Tudo isso passou em minha cabeça, mas uma das minhas faces, com medo e preguiça de explicar algo tão inútil a todos, apenas disse:
' Não sei. Eu realmente não sei'.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
(In)atingível coisa-sem-nome
São coisas que me fazem bem, sabe? Independe da realidade e do mundo, essas pequenas coisas me fazem acreditar em algo maior e melhor. Como se houvesse um propósito absoluto para ser cumprido e talvez eu esteja no caminho certo. Algo pelo qual vale a pena lutar. São filmes, músicas, momentos, paisagens, vídeos, fotos que mostram o quanto isso me comove. É a expressão dessa tal coisa inexplicável concretizada em gotas de esperança. Enchem meu peito e meus olhos. Como se as coisas fossem se resolver espontaneamente apenas pelo fato de eu acreditar. E de fato as coisas melhoram pelo menos um pouco. Me dá forças, me lembra de que eu sou humana e tem muita coisa em mim que transborda. E aí pela primeira vez eu tenho auto estima, pois eu me sinto especial ao me sentir comovida com coisas tão simples, e não apenas uma pessoa sensível. Viro, talvez, alguém melhor e um pouco extraordinária, alguém que por tanto tempo não acreditei e não quis ser pelo medo de estar sozinha. Essa coisa-sem-nome talvez me diferencia. É bem, bem talvez.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Nine Crimes
Leave me out with the waste,
This is not what I do.
It's a small crime,
And I've got no excuse.
Is that alright, yeah
Give my gun away when it's loaded.
If you don't shoot it how am I supposed to hold it?
Damien Rice
This is not what I do.
It's a small crime,
And I've got no excuse.
Is that alright, yeah
Give my gun away when it's loaded.
If you don't shoot it how am I supposed to hold it?
Damien Rice
terça-feira, 19 de julho de 2011
Sou do passado, presente e futuro
Nem tudo o que vemos é o que parece. Posso mostrar algo e não sentir. Posso sentir e não mostrar. Posso mostrar o que sinto, mas não necessariamente o sentido agora. Posso mostrar o que senti ao ver os sentimentos alheios. Posso mostrar o que irá me fazer sentir e o que me faz sentir nada. A questão é: nem tudo que demonstro é o que acontece no presente. E nem tudo que sinto é para uma questão apenas.
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