sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sintomas de querer

E me preocupo com a minha curiosidade de suas palavras;
Com a minha fome de saber sobre você;
E de como reagir quando ver algo não agradável...

Me preocupo com a ansiedade que bate quando vejo algo seu;
E a maneira que me esforço para entender seu mundo escrito;
E como tento decifrar suas ações e palavras,
Tentando achar algo que você talvez pense ou sinta
Sobre mim.

Essa preocupação, essa ansiedade, esse temor de achar algo que irá me abater,
É pelo simples fato de eu ter muito medo
De gostar de você.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

You're Gonna Miss Me

I got my ticket for the long way round
Two bottles of whiskey for the way
And I sure would like some sweet company
And I'm leaving tomorrow what d'ya say?

When I'm gone (when I'm gone)
When I'm gone ( when I'm gone)
You're gonna miss me when I'm gone
You're gonna miss me by my hair
You're gonna miss me everywhere
(And I know) You're gonna miss me when I'm gone

I got my ticket for the long way round
The one with the prettiest views
It's got mountains, it's got rivers
It's got sights that'll give you shivers
And it sure would be prettier with you

When I'm gone (when I'm gone)
When I'm gone ( when I'm gone)
You're gonna miss me when I'm gone
You're gonna miss me by my hair
You're gonna miss me everywhere
(And I know) You're gonna miss me when I'm gone

You're gonna miss me when I'm gone
You're gonna miss me by my walk
You're gonna miss me by my talk
(And I know) You're gonna miss me when I'm gone.

Lulu And The Lampshades

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Eu sei, mas não devia

Minha querida amiga Letícia Valadão me sugeriu a leitura desse texto. Obrigada por isso.

http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
  
Marina Colasant
 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Idéia para concretizar nº1

Campos floridos, árvores de todas as diversidades e significados.
As pétalas das rosas, as flores e folhas.
Até mesmo o vento, a brisa, o cheiro de ar puro vindo das montanhas do fundo da paisagem.
Tudo em movimento, mesmo se não para o mesmo lado.
Se fosse possível colocar a trilha sonora ou somente notas soltas harmonizadas para acompanhar.
E em cada ramificação das árvores, lá em seu final florido, seriam as palmas daqueles que tanto amo e com seus nomes escritos embaixo.
E nas 4 paredes onde penso e vivo tanto, sempre ficaria cercada e segura pelas mãos daqueles que fazem a diferença.
E é claro, cada um teria sua própria cor.
E as flores menores, aquelas lá do fundo ou as que passarão voando pela imagem, serão as digitais de seus dedos.
Como uma pequena visão do céu serão assim as paredes do quarto.

Desinteresse na madrugada

16:29
Seria um aviso de interesse? A confirmação seria feita à noite.

1:51
Faisca de esperança, após horas de espera para receber um talvez.

2:41
Não entende o motivo da demora para então responder neutralidade.

2:42
Mostra o interesse pela parte de cá enquanto a parte de lá não corresponde...

3:46
Mais de uma hora esperando um sinal e...
nada.

4:17
Comprovação do descaso pela ausência e sequer algum pedido de desculpas.

É... acho que já deu pra entender.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Do you?

I just ask you to give me a sign;
Anything... even if it says that you don't want me.

I just need something to hold on to;
Any thought, word, sound, gesture, look, smile, hug, kiss, punch...
That I can understand what you think of me;
If you think of me at all.

I know what we have isn't official...
But I thought it was at least something.
It's not a problem if you aren't interested;
But please
Let me know.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Novidade

Falar de felicidade e segurança nunca foi o forte, mas agora é o que mais existe e simplesmente não consegue falar a respeito. Mesmo assim gostaria de marcar esse tempo de mudança tão positiva. Para mim e todos os outros: estou feliz... com tudo. E pretendo continuar assim o máximo que conseguir manter.