quinta-feira, 7 de março de 2013

Seu pouco e meu muito

Posso sentir pouco a pouco sua frieza alojando em mim
e uma nova visão de você sendo criada...
talvez a verdadeira imagem.

O seu desinteresse sempre foi nítido,
mas agora o meu nunca foi tão bem colorido.

Não queria deixar morrer...
porém não há muito agora restante.
Não é mais a mesma coisa e cansei de lutar só.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Tenho medo de fazer qualquer aproximação minha 
virar motivo de sua recusa, 
mas isso nunca me impediu de tentar essas poucas vezes 
(comparando com as que já pensei).

Não que você demonstre estar interessada pelas minhas tentativas











ou por mim
















ou por "nós".

domingo, 3 de março de 2013

Último pensamento de um não tão último domingo

Pode até ser fruto da minha imaginação, mas seu interesse por outra pessoa grita tão alto que já me ensurdeceu. 
Suas vontades não tão reprimidas por ela a comem de cima a baixo enquanto eu tento - sem sucesso - ativar sua fome. 
E continuo me perguntando o motivo de ainda estar aqui e como fui parar mais uma vez na mesma decepção.

Saudade

Esse aperto que dói;
a lembrança do seu rosto;
a ilusão de sua presença
são tão
imbecis.

A vontade de dizer algo por menor que seja;
mesmo um boa noite e durma bem;
são meros
erros.

Não importa o tamanho da minha vontade de dizer essas coisas
tudo vai parecer ridículo;
porque você apenas tentaria sair da situação
com uma resposta curta
ou até mesmo me deixando sem respostas.

Tempo Perdido


Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens
Tão Jovens! Tão Jovens!

Legião Urbana

Fadiga existencial

Não quero mais escrever sobre desilusões, dor, passado,
indecisão, insegurança, desistência,
não amores, auto sabotagem...
até cansei de citar todos de tão desgastado já está.
Quanto mais penso mais me estrago.
Mais me encho de desnecessidades.

E ao procurar desesperadamente por respostas
vindo de outros
esqueço a voz que mais faz sentido:
a minha.

Então quebro por aqui o ciclo que durou uma eternidade
dentro de uma única vida.
E que venham coisas belas,
mudanças e o que esqueci de usar:
minhas conclusões e vontades,
meus conselhos e vivências,
minha paz de consciência. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Defeito de efeito

As confusões mentais vêm sozinhas e involuntárias. São auto sabotagem, não deixam viver o agora. Colocam um âncora de questões do passado e arremessam pro futuro impedindo o aproveitamento do hoje. Deixar pra lá é uma tentativa, e com certeza será de grande ajuda. Algo imutável... simplesmente não pode ser. Eu tenho o direito de evoluir e melhorar coisas em mim que acho desgastantes. A chance de ser assim,  preocupada com as coisas mais banais como se fossem necessidades de minha existência, me preocupa. 
Quero mudar; quero tentar; quero parar de pensar demais, mas... como?