sexta-feira, 17 de outubro de 2014

(você tem) João e (nunca mais) Maria

Não deixo migalhas para o passado saber o caminho do meu presente.

Quero me livrar das pegadas, dos vestígios, os minuciosos sinais de que houve algo por trás e tanta mágoa despejou. 

Essa parte do passado eu apenas agradeço por ter me feito perceber o quanto não o preciso. 

Então não coma as migalhas, caso por descaso eu as deixe cair, não procure o presente e muito menos arranje atalhos para o futuro. 

Nós duas sabemos que você não quer andar ao meu lado, então não diminua meu passo.


Nesse meu breve caminho de vida não há tempo para atrasos, quero evoluir ao máximo, coisa que não te vejo fazendo... pelo menos não o suficiente para te dar a mão.

Então não procure migalhas, e muito menos as jogue para mim.

Se houve algum aprendizado entre nós, com certeza foi que eu não preciso de suas migalhas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

One of the kind(s) of love

A life without love? That's terrible! Yes... I agree.

Well... I think I'm in love.

Not with someone or something, but in love with simplicity.

Not that kind of love that hurts, makes you cry, takes life out of you.
But a kind love. Soft. Warm. Affable.



The real one.
The one that brings peace, happiness, makes you feel like nothing could ever do you harm. 
(and even if anything harm do happens, you'll get stronger)

The love I wish to everybody, but I could never just give it away.
Only because you have to learn it, not only move forward. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Only Love Can Hurt Like This


Por motivos de:
1. amar a música;
2. ter minha própria versão;
3. lembrar exclusivamente do quanto adoro a música.

sábado, 20 de setembro de 2014

Prayer In C

You
You never said a word
You didn't send me no letter
Don't think I could forgive you

See
Our world is slowly dying
I'm no wasting no more time
Don't think I could believe you

You
Our hands will get more wrinkle
And I hear it will be grey
Don't think I could forgive you

Hey
When seas will cover lands
And when men will be no more
Don't think you can forgive you

Oh
When there's just be silence
And when life will be over
Don't think you will forgive you.

Lilly Wood

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Luto

Não é por vergonha de te amar que prefiro não contar.
As pessoas não entendem o sofrimento do outro... 
muito menos quando o luto é por um 'animal de estimação'.

Animal de estimação são todas as pessoas que existem sem viver.
Você era família, companheirismo, alegria.
Não é a toa que te perder dói mais do que qualquer outra pessoa falecida,
mais do que qualquer desilusão amorosa,
mais do que eu fui capaz de imaginar.

Pois eu trocaria grande parte das pessoas que eu conheço por esse animal de estimação.
E o que eu não faria para ao menos saber que você está bem.

A pior das manhãs, a pior das perdas

1h da manhã (15/09) - você caminhando pela casa como sempre, já meio cego batendo nas coisas sem querer. Passou pela minha cama pedindo carinho, deixei o braço do lado de fora pra te dar atenção. Você resolveu continuar sua caminhada noturna. Pouco antes de você sair do quarto, e de eu cair no sono, pensei: "melhor levá-lo pro quarto da minha mãe". Acabei dormindo. E você... indo. 

8h - pesadelo em pleno dia. Minha mãe te procura pela casa, eu ajudo a procurar no andar de cima quando escuto um grito da minha mãe vindo do térreo. Corro em direção do desespero, e encontro você em uma poça de seu próprio sangue. Durante a reforma dos quartos deixaram a porta da varanda do segundo andar aberta, e você saiu correndo em direção ao chão. Achamos que estava morto, mas levamos aos prantos para o veterinário. 

10h - me avisam que você está internado e convulsionando muito. A medicação que te dão exige muito dos outros órgãos, como o coração, sendo que você já é cardiopata. 

Passamos o dia ligando pra saber notícias suas... e à noite foi liberado nossa visita. Fui correndo assim que sai do estágio. 

19h30 - sinto alívio em te ver, choro o que segurei o dia todo com você nos meus braços. Não meche sozinho, com a cabeça machucada, com sonda para comer e usando fralda. Ainda com tremores das convulsões. Tento te acalmar com abraços, sendo que nem eu conseguia ficar calma. Ficamos o horário da visita até o último segundo. Te coloquei em seu cobertor preferido para dormir. Você ficou menos ansioso, e nossa ansiedade só aumentava em te deixar dormir só. 

5h da manhã (16/09) - após seguidas convulsões de madrugada você não aguenta mais e pára de respirar. Eu acordei rapidamente na madrugada... e voltei a dormir. 

12h - pergunto para minha mãe como você está, e ela apenas responde: volta pra casa, amor. Não suporto... choro na frente de todos, coisa que odeio, e volto pra casa o mais rápido possível.

12h30 - entro pela porta e já vejo minha mãe. Pergunto onde você está. Ela acena a cabeça com sinal de 'não'. 

Eu, minha irmã e minha mãe passamos o dia em luto juntas. Lembrando de você, arrumando suas coisas, vendo suas pegadas por toda a casa. 
Decidimos te deixar repousar onde iremos fazer o jardim. 



Percebi o quanto subestimei meus sentimentos por você. Pensei que eu iria sofrer menos quando você se fosse, e nunca senti tanto a perda de alguém como agora.
Achava que sabia como era o luto... até você ir. 
A casa - mesmo com tanta gente e com tanta reforma - nunca foi tão vazia e sem vitalidade. 
Você chegou em minha vida quando eu tinha apenas 5 anos, e o máximo de prejuízo que você fez foi sujar de vez em quando meu quarto. 
E como eu poderia ficar irritada com aqueles olhos amendoados, aquelas orelhas caídas e aquele tamanho minúsculo de ser?
Como não sentir falta de quem sempre me recebia com tanta alegria?
De alguém que deitava comigo no chão frio?
Como não se apegar por alguém que te ama de graça?
Como não sentir falta da sua presença?
Eu devia ter te dado mais atenção, mais carinho, mais do meu tempo.
Devia ter atendido meu instinto e te levado pro quarto e fechado a porta, quem sabe você não iria ter corrido e caído. 
Eu sinto muito mesmo... podia ter sido melhor pra você. 
Você é um dos seres que eu mais amo, e agradeço por cada segundo desses 16 anos que você esteve comigo. 
Obrigada por fazer parte da família, e ser o integrante preferido de todos. 
O único Fido/ Gagau/ lindo/ amor da minha vida. 

domingo, 14 de setembro de 2014

Sonho concretizado

Querido diário,

  Hoje foi um dia comum, porém excepcional. Notei 2 coisas, e uma delas é novidade inédita. 
  A primeira diz respeito aos meus sonhos que tive por semanas (e às vezes de 2 a 3 vezes por dia), e que finalmente pararam. O último sonho foi ótimo, e acaba sendo diretamente relacionado à novidade inédita. 

Eu estava me observando de longe, como se eu estivesse vendo um filme sobre mim. 
Me via do meu antebraço esquerdo até o lado direito da "tela". O dia estava ensolarado, ipês brancos (que são meus favoritos) em todo lugar. Estava andando pelas ruas da cidade com short jeans, blusa tomara-que-caia, cabelos soltos e uma sapatilha confortável. Eu estava rindo, e muito feliz. 

A imagem foi abrindo para o lado esquerdo quando percebi que havia uma menina ao meu lado, servindo seu pescoço de apoio para meu braço. Eu a estava abraçando e andávamos lado a lado. 
Não tinha parado para analisá-la, mas ela me parecia ser bonita e me atraia.

Atravessamos a rua juntas, ela me fazia rir e eu sentia sua mão em minha cintura. Eu não ficava com vergonha ou pensando o que ela iria achar das gordurinhas laterais, como eu geralmente faço. Me senti à vontade, livre. Pensei ser a pessoa ideal

 Fui a percebendo dos pés a cabeça. Olhei para nossos pés, nossa caminhada em sintonia. Como usávamos roupas parecidas, mas de cores diferentes. Tínhamos a mesma altura e o encaixe das mãos entrelaçadas era perfeito.
Sua clavícula aparecia um pouco da blusa, seu pescoço mostrava que estava com o rosto abaixado e rindo. Ela lentamente me olhou após parar de rir. Fiquei em silêncio, pois levei um susto.
Sua boca era mais vermelha que a minha, seus olhos e cabelos eram mais claros que os meus. Seu sorriso eu já tinha visto antes, suas expressões e manias enquanto falava me eram familiares...

Foi quando eu notei a novidade inédita.

  Era eu. De um jeito diferente, mas era eu. A menina que me encantou, antes mesmo de eu ver o rosto, era eu. Estava feliz em estar comigo, em finalmente me enxergar e sentir felicidade e paz na solidão.
  Achei estar na solidão... mas solidão precisa de tristeza ou incômodo em estar só, e minha companhia me basta.