O que mais me amedronta não é criar coragem para dizer as verdades,
ou as longas horas pensando em como dizer,
nem os textos elaborados para não parecer (tão) tola.
Não é o jeito torto que acabo dizendo,
ou as inúmeras vezes que gaguejo.
Não é o fato de me colocar em uma posição vulnerável,
as enormes possibilidades de me magoar,
as enormes possibilidades de me magoar,
e a vergonha que me deixa sem graça por meses.
Dizer a verdade nunca foi o problema. Dizer a verdade (na verdade) me liberta.
O que me amedronta são as consequências dela.
O possível afastamento,
O possível afastamento,
a confirmação do platônico,
os possíveis laços afrouxados (e até perdidos).
E por incrível que pareça essa tradição adoro manter.
E por incrível que pareça essa tradição adoro manter.
Por saber que posso fazer alguma diferença afinal,
por utilizar uma habilidade pouco conhecida pelas pessoas,
e por no final das contas sentir que sou um pouco mais humana do que fui durante o ano todo
simplesmente por ainda conseguir amar e ser sincera a respeito.
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