terça-feira, 26 de junho de 2012

Crise

"Você é ainda muito jovem para se preocupar tanto com seus sofrimentos"
"Sabe suas feridas, suas angústias, seus desejos não concebidos, seu espírito enfraquecido, as religiões e os traumas que te colocaram? Esqueça tudo isso. A única coisa que importa você já acreditava antes; nada mais é do que amor"
"As pessoas não passageiras que você tanto procura para preencher sua vida; essa 'magia' que você tanto espera acontecer para te completar, ainda existem. É raro; é difícil e você enfrentará o árduo até chegar nessas essências, mas um dia você acha. Apenas não desista; e não abra mão dos seus ideais"
Confessa não saber mais no que acreditar, nas palavras de conforto ou nas realidades já adquiridas em um passado não tão distante. Sabe apenas estar perdida, e sem o menor direcionamento para a sanidade.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Boomerang

Joga, vai e volta. Solta ao ar, vem e vai. Não é visto muita diferença em comparação ao que "existe". É aceitável sua definição. Soube deixar o boomerang transparente. A angústia era saber de fato pra onde o boomerang ia e se ia por vontade ou por acaso. Como já dito antes: está transparente. É melhor assim; é bom o direto, pôde limitar suas condições e anseios. E agora será que consegue não se incomodar com a liberdade - e facilidade - que ele tem de ir e vir para outros?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um aceno, um lamento e uma conclusão

Por coincidência iriam se ver. Claro que por pura coincidência, pois esse evento não ocorreria por vontade de um lado e por orgulho do outro. Chegou a ansiedade; tentou se ajeitar o máximo possível; fingiu não se importar e foi lá fora. Os olhares se bateram e apenas acenos foram trocados. O peito, mesmo apertado, sorriu forçadamente com naturalidade. Enquanto o carro seguia seu rumo com pressa e sem se importar em olhar para trás, o forçado sorriso virou um olhar cabisbaixo. Seu celular vibra e chega uma mensagem daquele que segundos atrás dirigia velozmente. Uma mensagem parecendo ser feita por obrigação perguntando secamente se queria ir ao mesmo rumo. Querer não é poder; querer queria, e muito, porém não podia. Já estava na sua hora de voltar ao seu lar, afinal, não deveria ter saído à noite pra começo de conversa. E querer queria, e muito, porém sentia lá no fundo que iria se decepcionar novamente. Com toda a educação respondeu não poder ir, mas agradecia pelo convite. De fato gostaria de passar mais tempo - na verdade qualquer tempo que fosse - ao seu lado, mesmo se a vontade não fosse recíproca. Não obteve respostas, é claro. Enquanto ficou parada ali sozinha naquela rua não tão iluminada, pensou no quanto sentia a solidão. Estava sempre acompanhada, porém nunca sentindo alguma presença. Ficou se perguntando qual seria o seu problema e o motivo de aparentemente não estar completa. Sente a falta de alguém para ser um complemento, mesmo tendo essa necessidade de ser auto suficiente. Não se sentiu triste por gostar de alguém; por não ser correspondida ou por sofrer novamente por coisas que tantas vezes passou em sua vida. Sentiu-se triste por ter quase certeza de que será sozinha por um bom tempo, sem ninguém que irá aparecer para ficar e que não a veja como algo passageiro. A sorte de achar não um amor ou paixão, mas ao menos alguém que a valorize por ser quem realmente é. E o pensamento de o problema estar nela aumenta a cada capítulo. A diferença é que não deixará que isso a afunde mais uma vez. 
Por mais que queira alguém ao seu lado, não aceitará qualquer companhia. Não cometerá o mesmo erro de esquecer a sua própria existência para tentar acrescentar todas suas fibras em algo sem direção.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

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É uma merda sem tamanho acordar já pensando no que te preocupa; ou no que te faz perder um sorriso. É uma merda sem tamanho já se sentir um nada até no subconsciente dos primeiros segundos antes de adormecer até o segundo em que adormece ao final de cada dia. É uma puta sacanagem. Não consegue achar palavras tão fortes quanto os próprios palavrões para descrever tanta injustiça. É algo escroto esse conflito interno entre a (pouca) auto estima e a realidade. Então que tome no cu tudo e todos que perturbam a mente. Ela só busca por tranquilidade, nada mais. Neutralidade pra variar. Sem extremos.
Vai se fuder. Era bem isso o que queria dizer. Para todos que não valorizaram (vai se fuder); para aqueles que um dia magoados decidiram magoar quem só tentou fazer bem (vai se fuder); os amaldiçoados que tentam piorar as vidas alheias (vai se fuder); os que dizem não conseguir demonstrar sentimentos, mas na verdade não conseguem é ser sinceros e verdadeiros (vai se fuder); os que não entendem a importância de sua presença e simplesmente vão embora (vai se fuder); e por último, porém não menos importante, para aqueles que de tanto medo de amar e ser amado, de estar disposto a se expor, vão até a metade do caminho para depois destruir com todo o concretizado e tudo o que não conseguiu existir (vai se fuder).

terça-feira, 19 de junho de 2012

Enough

Enough now. I've made up my mind.

Conversa de uma noite qualquer

Encarou aquela resposta por alguns (9) minutos. A música de seus momentos tristes coincidiu em tocar, porém não derramou lágrimas como era de costume. Mais um sopro frio. Seria da personalidade, influência dos astros, momento de cansaço? Apesar de querer acreditar em alguma dessas hipóteses, infelizmente não conseguia se enganar. Era mais um sinal de desinteresse; no mínimo um sinal de não tão interesse assim. 
Criou forças, respondeu o que achava apropriado (silêncio disfarçado de bem estar) e teve certeza que não merecia sequer uma sílaba desvalorizada. "Já passei por suficiente", pensou. Embora não consiga efetivamente partir.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Não foi o fim, mas não significa um começo

Confuso. Essa seria a palavra certa para descrever as atuais situações. Pensou que aquela vez teria sido a última, que finalmente a outra teria caido em seu bom senso e percebido o quão vago seria continuar. Fez com que o pensamento da rejeição fosse de fato real quando na verdade havia algo, só não saberia definir. Por um lado abre um sorriso, pois não queria um ponto final, mas teme magoar-se (mais) em um futuro não distante. É inevitável pensar em um rótulo; em criar expectativas, mesmo que poucas. E aprende de uma maneira brutal como não se importar demais, como não se deixar cair, e como não esperar por nada ou ninguém. Ou seja, como ser uma pessoa completamente diferente. Talvez agora suas múltiplas personalidades sejam úteis. Talvez uma delas consiga aproveitar ao máximo esse evento e não pensar nas consequências. E nunca esteve tão tranquila e paciente; tão disposta ao desconhecido e tão aberta a novas visões de mundo. Confuso essa calmaria embutida na incerteza; esse algo dentro do nada; essa vontade sem sentimento. 
Então não foi o fim, apenas não significa o começo de algo extenso. Bem, pelo menos não para um dos lados.