terça-feira, 16 de abril de 2013

Vivendo mais uma vez novamente

No meu diário de bordo viajo pro passado... quando tenho coragem.
É um contador da minha história que acaba parecendo real até demais, pois quando leio o que houve me transporto praquele momento e acabo voltando a sentir - mesmo por um breve período - as marcas antigas.
Por sorte às vezes sou transportada pra alguma coisa boa, mas é melhor deixar lá mesmo. Era pra ser esquecimento se não fosse por essas anotações, e acho que tem um motivo pra isso.
Deixa lá mesmo, o que foi relevante eu não esqueço.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não esquece A, tenta superar B, deseja C, é conquistada por D, acha que poderia dar certo com E. Rejeita F, não dá corda pra G, e não sabe que H tem um interesse platônico. 
Com tudo isso acontecendo e ainda termina com S Ó.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Why can't I fall in love again?
But this time for someone who actually would love me back.

I can live by myself, I just prefere not to.
Living without love... isn't a life at all.

domingo, 7 de abril de 2013

Ficção - uma cena qualquer criada ao acaso

Deitada na cama de casal, sentindo aquele espaço enorme não preenchido ao seu lado, ela abriu seu notebook, selecionou na conversa espontânea aquele nome que lhe dava palpitações e começou a conversa.
- Estou sentindo cheiro de lavanda?
Ela sabia que aquele cheiro já era componente da pele de sua (ex?) amada.
A outra, ainda meio assustada com a mensagem que havia pulado em sua tela, pensava no que responder. Havia tanto tempo... não sabia mais como se comportar. Agradecia por não ser pessoalmente, assim ela nunca saberia a real expressão que surgiu em seu rosto. Respirou fundo tentando desacelerar os batimentos cardíacos. 
- Sim, sempre está aqui circulando no ar. 
Ela achou aquela resposta seca, porém quis continuar.
- Como anda os estudos?
- Bem puxados, mas estou gostando muito. E você?
- Também! Sabe como é, nunca paro quieta.
- Sim, me lembro bem.
E ecoou um silêncio no quarto das duas. E em suas mentes. Um leve pesar alojou-se em suas memórias enquanto aquele velho sentimento ainda vivia no peito de cada uma. Uma sentia falta sem querer admitir. A outra não queria ceder, porém torcia por qualquer sinal de interesse.
Em uma tentativa frustrada de mostrar remorso, escreveu lentamente cada letra do que gritava por dentro.
sinto
sua
falt...
E antes mesmo de terminar de escrever, começou a apagar ainda mais devagar. Pensou que talvez ela não quisesse saber disso, já que aparentemente vivia tão bem sem ela. Mera ilusão criada por uma ótima atriz.
Não demorou muito até a ótima atriz pôr um fim naquela minúscula conversa.
- Bom, já estava saindo. Boa noite e se cuida.
- Ah, certo. Boa noite pra você também... se cuida.
Fechou decepcionada o notebook, pensou no quanto queria estar preenchendo aquele vazio não só da cama, mas como da vida. Derramou algumas lágrimas daquilo que podia ter se prolongado e foi dormir na esperança de não pensar mais a respeito.
E no outro quarto ela permanecia encarando a conversa e desejando ter a coragem de admitir o motivo de sua insônia e constante mal estar físico e mental.
"Eu ainda te amo. Na verdade nunca parei... e nem vou parar"
It takes an ocean not to break...
but last night I were a stream.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

(Re)encontro de duas vidas (não) conhecidas

Eu começaria assim: com presença amiga, confiando minha vida, contando o que me aflinge de um jeito cativante e não triste. Provavelmente fazendo piadas a respeito, lado meu que não conseguia mostrar antes por medo mesmo.
Depois tentaria abrir espaços maiores, sorrisos mais largos até nos dar conta que podemos sim aproveitar de outro jeito a companhia da outra. Talvez você já tenha visualizado isso antes, mas eu, ocupada demais tentando evitar as dores passadas, não pude enxergar.
Então com um tempo razoável esse sentimento sem descrição iria embora pra sempre. Essa âncora que carrego com o seu nome. Não seria querer e muito menos reconquista, mas com certeza estaria dentro de tudo aquilo que reprimi por tanto tempo. Bem, tudo aquilo que escondi de você e depositei as mágoas aqui. Não queria que você visse o meu sofrimento... por maior e horrível ele tenha sido. Não entendo também minha vontade de compartilhar isso justo agora que não temos absolutamente nenhuma conexão, porém é mais uma daquelas coisas que preciso fazer e me sentir aliviada.
Não tenho a menor idéia de como será sua reação, não pretendo nem tentar imaginar como seria um reencontro, não sei o que poderia mudar em nossas vidas, mas... acho que já passou da hora de tentar algo novo, já que a fase de se distanciar passou. Sinto que se ao menos tentássemos criar uma nova relação amigável - algo saudável e sustentável -  talvez assim passasse esse meu medo de lembrar do passado, de você, do que se foi.
Criar algo bom daquilo que doeu tanto.
Antes eu tinha medo de conversar contigo, de me expor de verdade, de saber as coisas que passam na sua mente. Hoje já não tenho mais. E aquela ansiedade de uma resposta, o nervoso de te ver, o despertar da agonia, tudo isso se foi. Restando apenas compreensão e tranquilidade. Afinal, você não é mais aquela pessoa, não é mesmo? Do mesmo jeito que eu também não sou.
Acho que está na hora de nos conhecermos mais uma vez, só que agora sem lágrimas pra derramar no final.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Planeje se surpreender

Gosto da vida assim, planejadamente inesperada.
De ter algo pronto, porém surpreendente.
Até mesmo com deveres que acabam tendo boas vivências entre seus intervalos.
Afinal de contas nada é como planejamos...
e acho que está aí a graça do planejar:
saber que não será como pensávamos.
E muitas vezes no final acaba sendo melhor do que imaginado.