Should have known...
I'm only an adventure,
not the real thing.
sábado, 21 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Was she?
Christian:
While the party raged upstairs I tried to write. But all I could think about was her.
How wonderful life is
Now you're in... the world.
Moulin Rouge
While the party raged upstairs I tried to write. But all I could think about was her.
How wonderful life is
(Was she thinking about me?)
Now you're in... the world.
Moulin Rouge
domingo, 15 de dezembro de 2013
Neni
Hoje te notei. Não que antes havia passado despercebido, mas agora foi mais do que o normal.
Notei o tom castanho claro dos seus cabelos, e como eles caem perfeitamente em seu rosto quando apenas entrelaça os dedos com os fios.
Notei como seus olhos amendoados refletem claramente o ambiente, e como eles se perdem quando olham para mim em uma tentativa de fotografar cada momento.
Notei o formato de sua boca, e como sua fala rasteja um pouco mais quando ansiosa. E como você aperta um pouco mais a mandíbula por estar preocupada.
Percebi o quanto adoro o som da sua gargalhada, e como seus olhos sorriem ainda mais do que seus lábios, deixando vestígios de alegria em todo o rosto.
Percebi pescoço, clavícula, ombros, braços e mãos. Percorri pelo vestido sua silhueta e como sua cor preferida combina tanto contigo.
Percebi quanta energia você carrega consigo e de um jeito espontâneo acaba a dissipando com movimentos repetitivos, como o balançar das pernas e rotação dos pés.
Admirei o jeito como busca minha mão enquanto andamos.
Como você se incomoda de terem passado outras.
Só que hoje, mais do que qualquer outro dia, percebi você.
E ao observar o seu ser, descobri o quanto eu quero estar mais perto.
Descobrir ainda mais da sua vida e poder estar nela,
mesmo que aos poucos, mesmo no intenso, mesmo com medo...
apenas seguir meu instinto que diz:
Essa. Essa daí vale a pena.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
R.M
Estava na escola que passou sua infância. Quadras poliesportivas. Um corredor estreito com muita iluminação natural de paredes brancas e azulejos azuis. Chegou na quadra coberta e com as arquibancadas razoavelmente cheias observando um jogo, se viu mais nova assim que passou pelos portões do ginásio. Estava em seus anos de glória. O ápice de suas habilidades. O corpo era de quando tinha 16 anos, já a mente sabia que aquele tempo havia passado e que de algum jeito estava o revivendo de outra maneira. Foi então passear pelos espaços que há anos não pisava. Relembrou como era. De frente para o ginásio olhou para trás e naquele corredor estreito viu um trenzinho de madeira carregando velas de diferentes cores em cada vagão vindo em sua direção. Inofensivo, lento, sem nexo. Olhou para a quadra externa e a viu. Do mesmo jeito que estava quando a conheceu e a viu pela primeira vez. Cabelos longos e pretos, blusa azul de regata justa, short jeans desfiado e tênis branco. Linda. Risonha. Gargalhando por alguma piada que as meninas do seu time estavam fazendo. Estranho... nunca haviam jogado antes. Nunca soube da existência dela no mesmo esporte, porém estavam ali, jogando agora no mesmo time. Ela com aquele sorriso branco veio em sua direção e a abraçou. Agora pareciam estar 10 meses atrás, quando estavam juntas pela primeira vez, só que a felicidade estava maior. Maiores brilhos nos olhos de ambas. Pensou enquanto a abraçava o quanto sentia muito por ter desistido dela quando teve a oportunidade de serem algo.
De repente estavam a sós, no meio da quadra. Olhou para cima... neve? Sim, neve. Delicadamente caindo enquanto estavam de mãos dadas apenas se encarando. A perspectiva agora muda. Não vê o cenário pelos seus olhos, e sim como de alguém por fora. As rodeando enquanto se beijavam. Ela então pensa em voz baixa que se aquilo era o certo a se fazer, se era o momento de estarem ali, juntas, então algo avisaria. Foi nesse momento em que o trenzinho de madeira carregado de velas coloridas bate em seus pés, como se apontando uma direção.
Elas abrem os olhos. Dão uma leve risada, como se a outra tivesse lido seu pensamento tão calado. A neve vira uma luz calorosa se dissipando aos poucos daquela cena que alguém observa de longe até não ver mais ninguém.
Percebeu que quando a conheceu e teve sua oportunidade era sim a hora certa, porém foi precipitada. Enquanto seu corpo jovem tentou recriá-las novamente, sua mente sabia que era uma ilusão. Sim, um sonho. Tinha sido apenas um sonho a lembrando do que havia dito não. E do quanto gostaria de voltar no tempo, já que agora os papéis se inverteram. Não a via antes, e agora se tornou invisível.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Conselho para o eu do futuro
Talvez o clichê dito seja realmente o que procuro.
Não preciso chegar ao ponto que tanto busco, às vezes a beleza está no caminho.
A mudança, seja ela em seu início, meio ou fim, já é o que quero.
E quando chega um novo ciclo não significa que o anterior estava errado, apenas não era mais viável continuar ali quando há tanto a se viver.
Só não aceite o comodismo, por mais que o novo seja incerto.
Se está ruim, melhore. Não apenas espere milagres.
Assinar:
Postagens (Atom)
