quarta-feira, 3 de junho de 2015

A lista sem fim

Desculpa...
Te fiz chorar hoje
e não me arrependo.

Seu abraço quente em mim,
sua pele na minha,
nossa paz
por horas seguidas.

Enumerei rapidamente 50 coisas
que de você penso
e entre os números me perdi
enquanto te encontrei
derramando felicidade pelos olhos.

Não demora até eu ter mais inúmeros motivos para te adorar,
já que você cria tantos outros a cada dia.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Minha, a nova inspiração

Acostumei errado
(e muito errado mesmo)
a me inspirar na dor.

Parecia ser a única sensação forte o suficiente
pra tirar algo de mim.

Recentemente achei algo maior,
melhor,
transcendente.

Diferente de todas outras experiências vividas,
não que elas tenham sido iguais, mas...
essa com certeza transmuta bem mais.

Enquanto o passado viveu de lições
o presente vive de leve alegria
planejando em esboços o nosso futuro.

Passei um bom tempo esperando
até que o acaso - após inúmeros desencontros -
resolveu ser solidário conosco.

Nunca havia me sentido assim...
tão no caminho certo,
confiante,
segura,
bem amada.

E caso não for o que ando buscando
ao menos posso assegurar
que esse é o início de um milagre ideal.

E com pouco tempo já conseguiu mudar o rumo
da minha inspiração.

Aqui marco o fim de dores
e começo um novo legado
ainda sem adjetivo,
mas com nome próprio.

terça-feira, 31 de março de 2015

If I Wanted to Call You

(Which I do)


segunda-feira, 30 de março de 2015

Fez sua própria cama

O jeito que arruma a cama pode dizer muito sobre si. 
Pelas cores escolhidas dos lençóis, das fronhas e do cobertor.
Se deixa bem estendidos ou soltos.
Se prefere alinhados ou assimétricos. 

Há muito apenas uma pessoa se deita naquele par de travesseiros. 
Há muito arruma com desvelo esperando o outro lado ser preenchido.
Acostumou-se a dormir do lado direito, 
sendo que o lado mais arrumado é o esquerdo.

Não sobrepunha um acima do outro,
sempre lado a lado,
descansando a cabeça em apenas um deles. 

O esquerdo esfria. 
Nunca realmente se aqueceu.

Chegado o dia quando necessitou erguer sua cabeça enquanto dormia,
a fim de melhorar sua respiração.
Utilizou o segundo travesseiro e a partir dai centralizou-os juntos. 

Notou o que sua esperança mostrava em mania:
deixar um espaço impecável para uma futura surpresa.
Rechear seu lado com afeto, sem nunca minimizar o cuidado, 
para que talvez um dia outra cabeça ali pudesse repousar.

Com a realidade veio a desesperança.
Morte de expectativa.
E seu ato, por mais nobre fosse, foi extinto aos poucos.

Muito tempo e incontáveis energias de sua boa vontade 
foram depositados em um espaço vazio.

Se se manteve tranquila o mérito não foi de outrem.
Se teve seu descanso e sono preservados foi por sua autoria.

Embora um de seus receios fosse permanecer sozinha
não havia notado 
que de fato nunca houve uma companhia.

Foi somente abstrata fé materializada em seu próprio pequeno abrigo.

terça-feira, 24 de março de 2015

May that dream doesn't come true (again)

You were in my mind last night,
not as a dream... but as a nightmare.

Like the last time we spoke
you tried to figure out a way for us to be together
but in your own selfish thinking:
"I want you near me, but I can't be with you"

We both know that ain't gonna happen.

I haven't forgiven you.
You haven't changed.

I still have a broken piece of me trying to be whole.
You still don't love me as I deserve.

Yes,
I really wanted a better solution.
One that didn't involve myself wanting you to be a better person
so that we could try something new.

No,
I don't see that becomming true.
Not today.
Not tomorrow.
Not in a distant future.

Guess we are dead...
living only in dreams.

domingo, 15 de março de 2015

Pensando melhor

Deixei pra lá o que seria de nós.

Pensando melhor
o melhor é descomplicar.

Pensando melhor
fico melhor só. 

Pensando em nós
enxergo-me menor.

Pensando em você
não vejo fazer maior.

Pensando em mim
prefiro manter o que sei de cor:
infelizmente ainda não vale o suor. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Terceira última chance

É como ir na montanha russa: 
Sentir frio na barriga, arrepios pelo corpo, o medo da descida, a adrenalina das curvas. Soltar-se com os braços erguidos e no menor pensamento de poder se desprender do seguro, apertar as mãos na barra de freio. Sair levemente desorientada, aproveitando a sensação da liberdade e agradecendo pelos pés firmes. 
Prazer e anseio.

É a sensação que você me traz toda vez que dou uma próxima última chance.