Tenta manter suas mãos longe daquele abraço, pois sabe que se ficar nunca mais iria querer sair. Pede forças para tudo e todos, assim demonstraria diante sua presença uma estabilidade que não tem. Por dentro uma ansiedade agoniante, um desejo (in)evitável e uma estranha admiração que fica em pé de guerra com os defeitos da realidade que a fazem se afastar. Por fora mãos suadas, sorriso torto, jeito desengonçado de tentar manter-se firme. A vontade de se entregar praqueles olhos, boca e pele contra a necessidade de se preservar. Tanto tempo que não sentia o pesar das dúvidas e agora, mesmo com um leve peso, se pega pensando naquele rosto e voz e se perguntando se dentro daquela pessoa existiria algo a mais; qualquer emoção diferente ou algo recíproco. E a verdade bate acabando por distanciar as esperanças. Se gosta, não é tanto. Se quer, não admite. Se se importa é superficial. Se provoca é apenas para manter ali em um canto seguro de manter. Por essas e outras que nega a saudade, a falta do seu perfume e o instinto de estar perto. Fingirá não ter alterações nos batimentos cardíacos, irá se despedir quando o mais almejado seria sua permanência, continuará em silêncio enquanto sua mente elabora elogios e frases de impacto para tentar seduzi-la. Sabe que não virá para ficar. Suas aparições passageiras embora intensas são flashes. Reprime com a esperança de esquecer logo. Não quer se magoar pela mesma pessoa, por mais que a tentativa de não ceder também arda.
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Super C
Nos conhecemos com rivalidade, porém nunca com sentimentos negativos. Você, alta, canhota, forte, armadora. Eu, magra, menor que você, canhota e aprendendo ainda a ser forte. Já te admirava com uma leve raiva porque não conseguia te marcar. E bem no seu aniversário tivemos um jogo uma contra a outra. Apesar de ser o seu aniversário, eu ganhei um presente aquele dia: o começo da sua amizade. Cantamos parabéns no meio da quadra, você começou a chorar. Lembro de você dizendo o quanto queria ter ganhado aquele jogo, mas eu devia ter te falado que não importava o jogo, o que importava era o seu aniversário. Sua altura me intimidava, mas me conquistou com tanta ternura. Fomos nos falando, conversando cada vez mais, e eu ganhava os melhores abraços quando tinhamos jogo ou quando te via por acaso. Quando você entrou no mesmo time que eu foi uma das companhias mais felizes que já tive! Todo jogo, cada treino, cada recreio, era um motivo pra abrir sorrisos. As viagens então, sem comentários. Lembro como se fosse ontem: meus 15 anos e eu comemorando com vocês no ônibus indo para o campeonato de Curitiba. Adivinha quem foi ao meu lado? Minha Crisão, claro! Foi nessa viagem que nos conhecemos melhor, e você e a Amanda me acordaram de tanto rir porque aparentemente eu estava falando enquanto dormia. Naquele frio de lascar acabamos tendo que dormir as três na mesma cama, mas passamos a noite toda rindo.
Não quis me aproximar e tirar essas lembranças ao ver você ali tão estática. Não quis tirar a imagem do seu sorriso e o contato do seu abraço por uma certeza de nunca mais ter aquilo de novo. Me senti errada ao te ver não mais com vida, sendo que era meu dever, e obrigação de alguém que gosta tanto de você, ter ido te visitar antes. Sei que ocorreram muitos desencontros e infelizes acontecimentos que não nos permitiram matar as saudades, e não passou pela minha cabeça a o possibilidade de nunca mais poder ter sua presença física.
Eu sinto tanto por não ter tido um último abraço, eu sinto muito por não ter poder algum sobre o destino. Você foi uma pessoa tão especial em minha vida, e eu queria muito ter feito algo de especial de volta. Entre nossas brincadeiras de super heróis você sempre foi a minha preferida. Sorriso largo, risada contagiante, abraços mais aconchegantes de todos, melhor armação canhota que já vi, batalhadora, esforçada e uma verdadeira guerreira. Se você já era um modelo de inspiração antes, imagina então agora.
Eu te amo muito, Cris. E terei para sempre as melhores lembranças de você em minha vida. Você só não está mais aqui fisicamente, mas estará em minha mente e coração até o meu último batimento. Você faz toda a falta e toda a diferença. Obrigada por ter feito algo tão tocante em minha vida.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Um Dia
Você me deu Um Dia do nada. Achei estranho, devo admitir. Seu presente foi surpresa assim como todas suas ações. Seria por peso de consciência ou realmente apenas queria me agradar? Muitas vezes acredito que suas aproximações são como cordas prendendo meu interesse, assim não iria sair de suas mãos, mas aí lembro que talvez nem a posse seja sua vontade. Estranho como até hoje em seus olhos não consigo decifrar nada, apenas espelhos refletindo o que gostaria de ter em meus dias. Meu enorme interesse em mistérios me faz cair em buracos escuros como se eu houvesse a menor luz de consciência em meio de tanta vontade e admiração. Engraçado, pois já te conheço. Sei seus defeitos, seus arrependimentos, sua inconstância... e mesmo assim permaneço para assistir a próxima cena, desejando estar em uma.
Fico, pois sei que você precisa de mim talvez o mesmo que eu precise de você. E assim que descobrir o que me prende tanto em seus olhos, irei fazer de tudo para me livrar deles. Não porque não queira aprofundar em incógnitas, mas sim pelas suas próprias dúvidas que tanto me afastam. Sei lidar com suas inconstâncias, apenas espero que você consiga também e talvez um dia permaneça por mais tempo e mais perto.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Vá
Vá
Não fale mais
Leve o que é seu e só
Vá
Que o sol já vem
E com ele outro dia
Vá
Se descobrir
Vá crescer
Entender e saber
O que quer, quem você quer.
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada
Para o ego do meu bem
Quantas você tem
Quantas você faz sofrer
Seduzindo o mundo
Quantas ficam ao seu bel-prazer
Cresça
Me deixe em paz
Mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
Vá
Se descobrir
Vá crescer
Entender e saber
O que quer, quem você quer.
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada
Para o ego do meu bem
Quantas você tem
Quantas você faz sofrer
Seduzindo o mundo
Quantas ficam ao seu bel-prazer
Preciso ser mais forte
Para não voltar atrás
Aliviando o desespero
Para adiar o sofrimento
Cresça
Me deixe em paz
Mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
Vanessa da Mata
Não fale mais
Leve o que é seu e só
Vá
Que o sol já vem
E com ele outro dia
Vá
Se descobrir
Vá crescer
Entender e saber
O que quer, quem você quer.
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada
Para o ego do meu bem
Quantas você tem
Quantas você faz sofrer
Seduzindo o mundo
Quantas ficam ao seu bel-prazer
Cresça
Me deixe em paz
Mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
Vá
Se descobrir
Vá crescer
Entender e saber
O que quer, quem você quer.
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada
Para o ego do meu bem
Quantas você tem
Quantas você faz sofrer
Seduzindo o mundo
Quantas ficam ao seu bel-prazer
Preciso ser mais forte
Para não voltar atrás
Aliviando o desespero
Para adiar o sofrimento
Cresça
Me deixe em paz
Mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
Vanessa da Mata
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Ironias do Amor (2008)
Era para ser um intervalo entre trabalhos e o almoço. Procuro um canal que preste na tv e acabo estacionando em um filme que adoro, me identificando com a cena. Ela, meio louca, muito espontânea, bastante confusa e sensível, grita de uma distância enorme esperando que ele a entendesse. Ela simplesmente não conseguia desapegar de uma perda tão significativa, e por isso seguir em frente era tão árduo que muitas vezes pensou ser impossível. Não porque não quisesse esquecer, era o que mais desejava. Algo não a deixava viver só. As lembranças caso esquecidas eram como uma possível traição, e por isso não conseguia dizer um concreto adeus. Acreditava tão fielmente que o destino iria ajustar tudo que esquecia de lutar pelo desejado e por isso falhava. O destino não acontecerá se continuasse ali parada. Há sempre ramificações, possibilidades, desencontros. Nada aconteceria sem a real presença dela. Ele estava disposto a amá-la e curá-la, eu já não tive tanta sorte e reciprocidade. Ela havia terminado por 1 ano para então poder continuar o amando. E deram para mim quase 1 ano de felicidade e mais 1 ano de certeza que não irá voltar. Ele ao menos havia a certeza de que ela voltaria. Eu tenho a certeza que se foi para sempre. A personagem sentia falta do noivo falecido, eu sinto a falta de uma certa habilidade. Pelo menos me recuso a acreditar que depois de tanto tempo eu realmente ainda sinta a falta da pessoa. O meu luto continua sendo pela perda, pela minha incapacidade de ter sido melhor, por ter sido culpada pelo desaparecimento de sentimentos alheios. Meu luto vem da demora de um novo interesse. Logo eu que tanto admiro essa habilidade e suas demonstrações que tentam concretizar sua existência. Logo eu que até hoje tento me convencer de ser o suficiente para despertar e viver tamanha intensidade. Pesou bastante perceber a constante solidão, não ter alguém que se importe tanto quanto você e que faça algo extraordinário, porém disso tudo só tenho mais certeza de estar melhor assim do que sofrendo ainda mais. Tenho a certeza de precisar amar sobretudo a mim mesma. Não é injusto esse sentimento de injustiça. Preciso de mais tempo meu e comigo antes de entregar cada segundo para outra pessoa. Faz tudo parte da aprendizagem.
E após algumas lágrimas de desabafo, outras de tristeza e sem nenhuma futura de alegria, voltei a fazer meus trabalhos, pois uma das coisas que aprendi foi justamente não deixar nada inacabado só porque por dentro apenas está começando.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Just realized this morning
I never thought I could miss (so much) someone I didn't even get the chance to have.
Assinar:
Postagens (Atom)