quinta-feira, 29 de abril de 2010

Eles, única coisa

Acorda, pensa ser um dia chato como qualquer outro, se arruma, toma seu café da manhã, escova os dentes, vai para a aula. Presta atenção e copia tudo, conversa com os amigos, lancha, volta para os estudos. Bate o sinal, vai para casa. Chega em casa e cumpre com seus afazeres, se diverte um pouco, vai dormir. Assim seria sua vida sem eles.

Acorda lembrando o sonho tido com eles, pensa ser um dia qualquer pois não os verá, se arruma, toma seu café da manhã, escova os dentes, vai para a aula pensativa. Presta atenção e copia tudo, com umas 3 ou 20 distrações com eles. Conversa com os amigos sobre eles, lancha, volta para os estudos e ao terminar escreve em seu caderno a respeito deles. Bate o sinal, vai para casa confusa. Chega em casa e cumpre com seus afazeres, sempre se perguntando como será que eles estão. Seu divertimento é esperar por eles e finalmente ter o momento do dia mais agradável: ter as palavras deles para lembrar no dia seguinte durante todo o tempo.

Eles - que a fazem se afundar em suas próprias dúvidas - ao mesmo tempo que a tira do sério, são o único motivo de a manter calma. Talvez não percebam o quão especial são, por isso preferem manter o silêncio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário