Meu porto se foi com toda sua segurança para longe de mim e agora protege outros. Na época me sentia indiferente, não sabia ainda o significado da palavra perder. Quando dei por mim era tarde demais. Lágrimas caiam involuntariamente, perdi o ar, um desespero bateu forte contra meu rosto enquanto te via subir tão alto e lentamente se perdendo nas nuvens.
Lembro como se fosse ontem:
Passaram o dia juntas como outro qualquer, não tocaram no assunto nem sequer se despediram. Ambas não acreditavam ainda na separação que viria em poucas horas. O sinal do recreio bateu, uma chorava de uma tristeza sem igual. A outra só observava. Foi para a sala com o rosto seco, começou a prestar atenção nos deveres. Enquanto o professor dava as últimas instruções, um súbito aperto na garganta não a deixou falar ou sequer respirar. Esse aperto foi descendo para seu peito e se alojou ali. Uma dor que nunca havia sentido antes tomou posse dela e com receio de perder talvez uma das pessoas que mudaria sua vida para sempre, começou a chorar. Choro de alegria pois naquele momento um novo sentimento surgia, e ela não era mais indiferente. Logo em seguida caiu a ficha: Ela vai embora! Uma voz em sua cabeça a mandou correr e sem pensar duas vezes ou dar satisfação para qualquer um da sala, o fez. Percorreu a escola toda com lágrimas no rosto, perguntava para tudo e todos de sua fortaleza. E quando suas pernas já não aguentavam mais, continuou a correr pelas escadas até que a encontrou.
- O que você está fazendo fora de sala?
- Eu precisava que você visse isso.
- Você está chorando, eu não acredito...
- Eu não posso perder você, por favor não vá.
Deram então o abraço mais demorado de suas vidas, com sorrisos, lágrimas, amor, desespero. Uma mistura de sentimentos que só elas foram capazes de criar. Ficaram juntas o restante do dia agradecendo e fazendo promessas de nunca se distanciarem. Quando chegou a hora de ir, estavam mais tranquilas. Sabiam que não era o fim, afinal numa amizade verdadeira não se põe ponto final
Lembro como se fosse ontem:
Passaram o dia juntas como outro qualquer, não tocaram no assunto nem sequer se despediram. Ambas não acreditavam ainda na separação que viria em poucas horas. O sinal do recreio bateu, uma chorava de uma tristeza sem igual. A outra só observava. Foi para a sala com o rosto seco, começou a prestar atenção nos deveres. Enquanto o professor dava as últimas instruções, um súbito aperto na garganta não a deixou falar ou sequer respirar. Esse aperto foi descendo para seu peito e se alojou ali. Uma dor que nunca havia sentido antes tomou posse dela e com receio de perder talvez uma das pessoas que mudaria sua vida para sempre, começou a chorar. Choro de alegria pois naquele momento um novo sentimento surgia, e ela não era mais indiferente. Logo em seguida caiu a ficha: Ela vai embora! Uma voz em sua cabeça a mandou correr e sem pensar duas vezes ou dar satisfação para qualquer um da sala, o fez. Percorreu a escola toda com lágrimas no rosto, perguntava para tudo e todos de sua fortaleza. E quando suas pernas já não aguentavam mais, continuou a correr pelas escadas até que a encontrou.
- O que você está fazendo fora de sala?
- Eu precisava que você visse isso.
- Você está chorando, eu não acredito...
- Eu não posso perder você, por favor não vá.
Deram então o abraço mais demorado de suas vidas, com sorrisos, lágrimas, amor, desespero. Uma mistura de sentimentos que só elas foram capazes de criar. Ficaram juntas o restante do dia agradecendo e fazendo promessas de nunca se distanciarem. Quando chegou a hora de ir, estavam mais tranquilas. Sabiam que não era o fim, afinal numa amizade verdadeira não se põe ponto final
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