terça-feira, 31 de março de 2015

If I Wanted to Call You

(Which I do)


segunda-feira, 30 de março de 2015

Fez sua própria cama

O jeito que arruma a cama pode dizer muito sobre si. 
Pelas cores escolhidas dos lençóis, das fronhas e do cobertor.
Se deixa bem estendidos ou soltos.
Se prefere alinhados ou assimétricos. 

Há muito apenas uma pessoa se deita naquele par de travesseiros. 
Há muito arruma com desvelo esperando o outro lado ser preenchido.
Acostumou-se a dormir do lado direito, 
sendo que o lado mais arrumado é o esquerdo.

Não sobrepunha um acima do outro,
sempre lado a lado,
descansando a cabeça em apenas um deles. 

O esquerdo esfria. 
Nunca realmente se aqueceu.

Chegado o dia quando necessitou erguer sua cabeça enquanto dormia,
a fim de melhorar sua respiração.
Utilizou o segundo travesseiro e a partir dai centralizou-os juntos. 

Notou o que sua esperança mostrava em mania:
deixar um espaço impecável para uma futura surpresa.
Rechear seu lado com afeto, sem nunca minimizar o cuidado, 
para que talvez um dia outra cabeça ali pudesse repousar.

Com a realidade veio a desesperança.
Morte de expectativa.
E seu ato, por mais nobre fosse, foi extinto aos poucos.

Muito tempo e incontáveis energias de sua boa vontade 
foram depositados em um espaço vazio.

Se se manteve tranquila o mérito não foi de outrem.
Se teve seu descanso e sono preservados foi por sua autoria.

Embora um de seus receios fosse permanecer sozinha
não havia notado 
que de fato nunca houve uma companhia.

Foi somente abstrata fé materializada em seu próprio pequeno abrigo.

terça-feira, 24 de março de 2015

May that dream doesn't come true (again)

You were in my mind last night,
not as a dream... but as a nightmare.

Like the last time we spoke
you tried to figure out a way for us to be together
but in your own selfish thinking:
"I want you near me, but I can't be with you"

We both know that ain't gonna happen.

I haven't forgiven you.
You haven't changed.

I still have a broken piece of me trying to be whole.
You still don't love me as I deserve.

Yes,
I really wanted a better solution.
One that didn't involve myself wanting you to be a better person
so that we could try something new.

No,
I don't see that becomming true.
Not today.
Not tomorrow.
Not in a distant future.

Guess we are dead...
living only in dreams.

domingo, 15 de março de 2015

Pensando melhor

Deixei pra lá o que seria de nós.

Pensando melhor
o melhor é descomplicar.

Pensando melhor
fico melhor só. 

Pensando em nós
enxergo-me menor.

Pensando em você
não vejo fazer maior.

Pensando em mim
prefiro manter o que sei de cor:
infelizmente ainda não vale o suor. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Terceira última chance

É como ir na montanha russa: 
Sentir frio na barriga, arrepios pelo corpo, o medo da descida, a adrenalina das curvas. Soltar-se com os braços erguidos e no menor pensamento de poder se desprender do seguro, apertar as mãos na barra de freio. Sair levemente desorientada, aproveitando a sensação da liberdade e agradecendo pelos pés firmes. 
Prazer e anseio.

É a sensação que você me traz toda vez que dou uma próxima última chance. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Muletas humanas

Quando você se foi, eu não tive medo.
Sabia que você voltaria e, mais importante, logo. 
Estava ocupada demais sendo feliz por você. 
Não notei sua ausência.
Notei os espaços que você preenchia
tanto em mim quanto ao redor do mundo.

Quando você se foi, eu me senti normal.
Não desesperei.
Por um tempo até pensei ser fria e indiferente.
Isso me preocupou... a ausência da saudade extrema.
Tinha tanta certeza que nosso laço era tão forte 
que seria arrebatador sua ida. 
Mas não foi. 

Quando eu permaneci, notei que sei viver sem você.
A saudade não me fez chorar.
Os dias passaram iguais.
As felicidades aconteceram, e as tristezas também.
Descobri que tenho o poder de decidir
quem entra e quem sai de minha vida e de minhas emoções.
Criei uma certa independência.

A vida ordinária seguiu sem você.

Sim, minha vida pacata seguiu por si só.
Sem grandes companhias.
Sem grandes momentos.

E foi aí que notei a sua falta.

Com você, minha vida é extraordinária.
Com você, eu não me sinto só.
Com você, eu tenho um porto seguro.
Tenho uma bússola.
Tenho muletas.
Tenho a prova concreta de ainda existir o que tanto procuro no mundo,
sintonias e laços incríveis, que não deixam a dúvida
de o amor realmente ser maior.

Obrigada pela sua partida.
Obrigada pelo seu retorno.
E mais do que isso:
obrigada pela certeza de sua permanência.


Dedicado para duas entre algumas melhores pessoas que irei conhecer,
Júlia e Rebeca.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Quando Bate Aquela Saudade

(De Ser Um Ser Apaixonado)

Rubel